Animais Autóctones

Animais Autóctones

sábado, 26 de março de 2011

Espécie Invasora da semana

 Carpa Koi

 A  carpa comum preta (Cyprinus carpio) espalhada durante séculos pela Euro-ásia foi transportada há mais de 2000 anos para o Oriente profundo, passando pela China, Coreia e Japão, onde foi utilizada como uma fonte de alimento. Os agricultores japoneses mantinham as carpas nos seus tanques, para assim complementar a sua dieta de arroz e vegetais. Quando qualquer espécie é mantida isolada, a sua reprodução, mais tarde ou mais cedo, vai originar mutações. No caso das carpas, ao longo de centenas de anos, as mutações deram origem a diferenças externas, como a alteração da sua coloração original. Os peixes mutantes eram mantidos pelos agricultores como um motivo de interesse em vez de os utilizarem como alimento. Quando estas cores irregulares começaram a aparecer deu-se início à produção de carpas coloridas como um “Hobby”. Este facto ocorreu entre 1840 e 1844 no Japão na região de Niigata.


  A Carpa foi introduzida na Europa pelos Romanos que a aclimataram em Itália. Devido às suas notáveis qualidades de proliferação e de resistência a águas desoxigenadas, alastrou pelo continente europeu. Na Península Ibérica deve ter aparecido durante a dinastia dos Hasburgos como peixe decorativo nos tanques e lagos dos palácios reais, donde se escapou acidentalmente para os rios, porventura em época de cheias.
A alimentação das carpas é variada e podem ser consideradas omnívoras. O seu alimento pode incluir larvas de mosquito, pequenos peixes, plâncton, minhocas, outros invertebrados e matéria vegetal diversa. Em resumo, alimentam-se de qualquer tipo de alimento. As carpas reproduzem-se em águas calmas, fazem os ninhos na vegetação densa de águas rasas.




   Segundo uma lenda chinesa a Carpa no seu período de desova tinha que transpor diversos obstáculos, saltando por vales repletos de cascatas e cachoeiras percorrendo quase todo o continente Chinês, até chegar à montanha Jishinhan onde fica a fonte do Huang Ho (Rio Amarelo). Quando uma carpa vencesse  a cascata Longman Falls (Portão do Dragão), ela transmutar-se-ia num Dragão. Daí o facto da Carpa ser considerada um símbolo de perseverança. 

Espécie Animal Autóctone da Semana

Poupa

Upupa epops

  A sua crista característica e a coloração alaranjada com manchas pretas e brancas torna esta ave facilmente identificável.

  A poupa habita floresta pouco densas e secas e pode ser vista em campos agrícolas, é raramente vista nos meios urbanos. Em Portugal pode ser encontrada no continente e na ilha de Porto Santo (onde se sabe que nidifica), na ilha da Madeira é ainda uma ave rara e vulnerável segundo o ICNB, não existe nos Açores. Habita ainda na África sub-sariana, Sudoeste asiático e em toda a Europa (onde a sua população se encontra em declínio), incluindo nas ilhas Canárias.

  A sua larga distribuição permitiu que muitos povos com ela contactassem: no Antigo Egipto e Creta era considerada sagrada, na Estónia o seu canto é um presságio de morte e em grande parte da Europa a sua visão anunciava guerra.

  É uma ave insectívora, passa muito tempo a vasculhar o solo em busca de larvas, insectos e pequenos répteis, quando captura presas maiores como escaravelhos pode mandá-los contra uma pedra para os matar e arrancar as pernas e asas. Mede cerca de 25cm e adora tomar banhos de Sol, com as asas e cauda aberta contra o solo, por vezes pode ser vista a tomar banhos de areia. Foi o seu canto "up up up" que lhe deu o nome científico.

  Durante a época de acasalamento os machos defendem ferozmente o seu território, podem cegar o adversário em lutas com o seu bico aguçado. A fêmea fica responsável pela incubação dos ovos num ninho que normalmente é um buraco numa árvore, com uma entrada estreita. Os ovos são redondos e azuis e é o macho que alimenta a fêmea durante a incubação que dura entre 15 e 18 dias. As poupas têm várias defesas contra os predadores de ninhos: a fêmea e os filhotes segregam um líquido de odor fétido que esfregam na plumagem e que pode ainda servir como agente anti-bacteriano e anti-parasita (quando as crias deixam o ninho as secreções param); a partir dos 6 dias de idade as crias ganham a capacidade de direccionarem o seu fluxo de fezes contra invasores e podem ainda apunhalá-los com o bico ou assobiar como uma cobra.

Espécie Animal Traficada da Semana

Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla)



Ordem: Xenarthra

Família: Myrmecophagidae

Nome popular: Tamanduá-mirim

Nome científico: Tamandua tetradactyla

Distribuição geográfica: América do Sul

Habitat: Campos e florestas

Hábitos alimentares: Insectívoro

Reprodução: Gestação de 130 a 150 dias

Período de vida: Aproximadamente 9 anos

O tamanduá-mirim faz parte da família Myrmecophagidae, juntamente com os tamanduás-bandeira e os tamanduaís.

Inserem-se numa ordem extremamente primitiva, os xenarthras, que possuem baixa temperatura corpórea e baixo metabolismo, associados aos hábitos arbóreos e ao consumo de alimentos pouco energéticos. Os baixos níveis metabólicos são influentes nos longos períodos de gestação, cuidados com filhotes (parentais) e número reduzido de crias.

Relativamente ao estudo evolutivo dos seus parentes, os indivíduos desta espécie descendem de um ancestral comum ao dos tamanduás-bandeira.

Havia apenas uma espécie que, por algum motivo geográfico ou genético, se subdividiu em dois géneros distintos.

O tamanduá-mirim vive essencialmente na América do Sul a oeste dos Andes, Venezuela, ao norte da Argentina e no Brasil. Este animal pode medir desde oitenta e cindo a cento e quarenta centímetros, com um peso de dois a sete quilos.

As patas anteriores constituem-se de garras centrais aumentadas, são capazes de flexões e rotações variadas para obter alimento, escalar e defender-se. As patas posteriores, ao contrário, possuem cinco dedos pequenos com unhas proporcionais.

Apesar de possuírem um baixo metabolismo, correm em velocidade considerável. Quando irritados, o indivíduos desta espécie põe-se em posição de defesa, sobre as patas posteriores, com o auxílio da cauda, os membros anteriores abertos como pinças esperando para agarrar a vítima.

Antes de serem classificados como Xenarthras eram os chamados Edentatas, os que não possuem dentes verdadeiros. Para evitar acidentes corriqueiros de identificação, mudou-se para Xenarthras. Os tamanduás não possuem dentição e, por isso, têm as garras potentes para se defenderem. A língua é longa e revestida de muco para que seja totalmente eficiente na captura do alimento. O olfato também é muito desenvolvido.

É fácil identificar a maioria dos tamanduás-mirins, pois apresentam no dorso, além do amarelo que varia do bem claro ao tom ouro, um “colete” preto que sai dos ombros e acaba na base da cauda.

É muito difícil encontrar um indivíduo de tamanduá-mirim durante o dia, já que são de hábitos crepusculares e noturnos. Dentro de 350 a 400 hectares pode-se encontrar dois indivíduos. São solitários, encontram-se apenas em época de reprodução. As fêmeas são poliéstricas com gestação que varia de 130 a 190 dias, gerando apenas um filhote. Em cativeiro vivem em média nove anos.

domingo, 20 de março de 2011

Visita aos Jardins do Palácio de Cristal


  Durante a 9ª Mostra da Universidade do Porto os jardins do Palácio de Cristal (também chamado Pavilhão Rosa Mota) foram explorados por visitantes interessados nas suas plantas e aves, guiados por alunos do curso de Biologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia.

  O Grupo ARA esteve presente e ficou a conhecer algumas aves que podem ser avistadas na cidade do Porto: não só as gaivotas-de-patas-amarelas, os melros, os corvos-marinhos-de-faces-brancas e as pombas comuns, como também patos-reais, toutinegras-de-barrete e os ocasionais chapins. Nesta época do ano os pavões machos do Palácio possuem as penas espantosas por que são conhecidos.  

sábado, 19 de março de 2011

Alasca protesta contra protecção de habitat para urso polar e leva agências federais a tribunal

10.03.2011
Helena Geraldes
O estado do Alasca apresentou ontem uma queixa em tribunal contra duas agências federais que designaram 500 mil quilómetros quadrados de habitat crucial para proteger o urso polar da extinção.
A queixa contra o Departamento do Interior e contra o Serviço norte-americano de Pescas e Vida Selvagem foi apresentada no tribunal federal de Anchorage, noticia o “The Wall Street Journal”.

O jornal “Anchorage Daily News” lembra que o Alasca – que tem vindo a tentar incentivar mais produção petrolífera no estado, em nome do desenvolvimento - considera que a medida é excessiva e desnecessária.

Na verdade, este é o segundo processo legal contra o Governo federal contra a designação daquela área para o urso polar, depois de na sexta-feira passada a iniciativa ter partido da Associação do Petróleo e Gás do Alasca.

Para o governador do Alasca, Sean Parnell, as leis existentes “já dão fortes medidas de conservação para os ursos polares”. “Regulamentações adicionais só vão adiar a criação de postos de trabalho, aumentar os custos ou mesmo evitar projectos de desenvolvimento cruciais para o estado”, citou o “The Wall Street Journal”.

A 24 de Novembro, o Departamento do Interior norte-americano designou como “habitat crítico” para a população de ursos polares do Alasca uma área com cerca de 500 mil quilómetros quadrados. Segundo o Serviço norte-americano de Pescas e Vida Selvagem, “a designação identifica áreas geográficas que tenham elementos considerados essenciais para a conservação do urso polar, que exigem protecção especial”. A maioria deste habitat é o gelo que está à superfície do mar. Na verdade, a espécie é totalmente dependente deste gelo marítimo para sobreviver. Usam-no como plataforma para caçar focas, como zonas onde procuram parceiros e se reproduzem e para fazerem deslocações a longas distâncias.

A medida não proíbe as actividades económicas mas estas devem levar em conta os impactos nas populações de ursos polares. Para a região onde vivem as duas maiores populações de urso polar do país estão previstas novas explorações petrolíferas da Royal Dutch Shell.

Já há dois anos, o estado do Alasca protestou contra a classificação do Governo dos ursos polares como espécie ameaçada.

Espécie Animal Autóctone da Semana

Abutre preto
Aegypius monachus
O abutre preto nidifica em terrenos isolados com vegetação abundante e procura alimento por campos de pastagens e prados. Encontra-se ameaçado na Europa e crê-se que, em Portugal, exista menos de uma centena de indivíduos.
Os principais factores de ameaça desta espécie são o envenenamento de cadáveres por parte da população local, destruição de matagais para a criação de zonas arborizadas para a exploração madeireira, incêndios florestais, diminuição do pastoreio extensivo (fora de estábulos) e proibição do abandono de gado morto nas pastagens, abertura de estradas e trânsito rodoviário e pedonal nas zonas remotas que o abutre preto habita.
Os abutres pretos atingem a maturidade sexual por volta dos seis anos de idade e formam casais estáveis que não nidificam todos os anos. A época de reprodução começa em Janeiro com a construção dos ninhos, entre Fevereiro e Abril é posto um único ovo por casal, o ovo eclode em sessenta dias e as crias tornam-se independentes dos pais após cento e vinte dias.
Este necrófago tinha como fonte principal de alimento, na Península Ibérica, o coelho bravo, mas a alteração do habitat e surtos de doenças que dizimaram a população de coelhos levou os abutres a optarem pelas carcaças deixadas pelos pastores, alimento que actualmente também escasseia, por razões sanitárias.
Os abutres pretos possuem manchas escuras em redor dos olhos, pescoço sem penas, característico dos abutres para que não sujem penas que não conseguiriam limpar ao enfiar a cabeça nas carcaças, asas grandes e quase rectangulares e plumagem castanha.

Espécie Animal Invasora da Semana

Mosca-Branca (Bemisia tabaci)






Nome Popular: Mosca-branca

Nome Científico: Bemisia tabaci

Ordem: Hemiptera

Filo: Arthropoda

A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas.

Tecnicamente, não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, da mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas.

Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.
A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração  branca e/ou amarela-pálida; os olhos são negros e destacam-se no corpo do insecto.
Quando está em repouso mantém as asas fechadas, parecendo haver um par, somente.

Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos (200, em média, por fêmea) e pela acção do vento como agente dispersante.

Esta mosca prefere climas mais secos, onde a sua longevidade e fertilidade são maiores.

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva (facto que enfraquece as plantas), o depósito de toxinas que provocam crescimento disforme dos tecidos vegetais.
Ainda como os pulgões, a mosca-branca também secrega uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Outro dano (talvez o mais importante em algumas culturas), é o facto desta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca-branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja e diversas ornamentais.

Praga de Moscas-brancas.
Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.
O controlo da mosca-branca em grande escala é realizado através da aplicação de insecticidas. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo.

A erradicação rápida de plantas doentes e dos restos culturais são acções que evitam a infestação por mosca-branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, à mesma altura que estas.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca: são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos géneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controlo químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais da mosca-branca.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Espécie Animal Traficada da Semana

Papagaio Cinzento
(Psittacus erithacus)



O papagaio cinzento é um papagaio africano que possuí plumagem cinzenta e a cauda vermelha, proveniente das florestas tropicais do gollfo da Guiné e das ilhas de São Tomé e Princípe. As principais sub espécies são o Papagaio do Congo, Timneh e do Gana (que é de estrtura intermédia relativamente ao do Congo e do Timmeh). 

É um animal que tipicamente pode ser encontrado como animal de estimação sendo uma espécie de papagaio extremamente simpático, afável, inteligente e muito conversador, é capaz de repetir uma enorme quantidade de palavras e sons, sendo frequente imitarem o toque de telefones, sirenes de bombeiros, sinos de igreja e despertadores de relógio. Mesmo apesar de possuír um bico bastante robusto, capaz de arrancar um dedo humano, não tem um tempero agressivo e destruídor. Contudo, são animais que stressam com bastante facilidade quando se sentem abandonados e/ou ignorados. Nestes casos não deixam que ninguém se aproxime deles, fazendo ruído e abrindo as asas.

 


Tem em média uma esperança de vida de 70 anos, muito acima da longevidade de outros animais domésticos como o cão ou o gato.

São animais frugívoros (alimentam-se de frutas), sementes, grãos e nozes.
Para os animais em cativeiro há também a ração comercial específica, somadas às frutas, legumes, e alguns grãos, como o girassol, constituem uma alimentação balanceada.
 




terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quercus diz que foram envenenados 30 lobos em cinco anos

14.03.2011
José Bento Amaro

A Quercus identificou em Portugal, entre 2003 e 2008, 1240 animais que foram envenenados. Entre os animais mortos contam-se 30 lobos. Os responsáveis são, na maior parte dos casos, pequenos criadores de gado ou responsáveis pela exploração de reservas de caça. Em Castelo Branco, um juiz proferiu esta semana uma sentença quase inédita, ao aceitar uma providência cautelar contra uma empresa que terá sido responsável pela morte de uma águia-real.
Segundo disse ao PÚBLICO o dirigente da Quercus Samuel Infante, a empresa Raiatur, responsável pela caça turística em terrenos na zona do Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, terá envenenado a águia em Junho de 2010. Uma equipa do SEPNA, da GNR, descobriu, alguns dias mais tarde, três iscos envenenados no terreno. Junto aos iscos encontravam-se três pombos mortos. Terão sido vítimas acidentais, tal como a águia-real, uma vez que o verdadeiro objectivo seria matar um casal de águias imperiais que possuem ninho na região. As aves de rapina alimentam-se, quase sempre, dos coelhos e perdizes caçados nas reservas.

A decisão judicial agora proferida só encontrou paralelo numa outra ocorrida há alguns anos na zona de Évora, segundo disse Samuel Infante, que salientou ainda “a importância de sensibilizar os magistrados para os crimes cometidos por envenenamento”. Não tendo sido possível apurar em tribunal que o veneno foi directamente colocado pelos responsáveis da empresa de caça, o juiz considerou, no entanto, que os mesmos tinham a obrigação de vigiar os terrenos e, desse modo, evitar a morte dos animais. A Raiatur foi assim considerada culpada por negligência.

Apesar da vitória obtida através da aceitação da providência cautelar contra a empresa de caça, as diligências nos tribunais não vão parar. A associação ambientalista já informou que pediu a suspensão da actividade da Raiatur através de um processo-crime que deu entrada no tribunal de Idanha-a-Nova. O PÙBLICO contactou telefonicamente um dos responsáveis da empresa que se limitou a dizer que não podia falar.

A par das participações efectuadas no Ministério Público – Samuel Infante diz que são às dezenas por todo o país – a Quercus tenta ainda, através do Programa Antídoto Portugal, sensibilizar as autoridades para a necessidade de se criarem mecanismos de controlo da venda de químicos agro-tóxicos, os quais são, normalmente, utilizados para matar animais.

“Em Espanha faz-se o registo de todas as vendas deste tipo de produtos para, desse modo, se poderem identificar os suspeitos de envenenamento”, adiantou Samuel Infante. “O programa Antídoto Portugal” fez um levantamento dos casos de envenenamento de animais entre 2003 e 2008. Nesse período apuraram-se 1240 mortes em 356 ocorrências. Estes números poderão, no entanto, ser apenas uma pequena amostra da realidade. Estudos efectuados em Espanha dizem que os valores identificados correspondem, apenas, a três ou quatro por cento das situações ocorridas”, salientou o dirigente do grupo ambientalista.

Os números relativos à situação portuguesa são relevantes, sobretudo quando a espécie em causa é protegida por lei e se encontra ameaçada de extinção. Os iscos envenenados encontrados no Rosmaninhal visavam a morte de águias imperiais, espécie de que só se conhecem três casais em Portugal. É, de resto, a sétima espécie mais ameaçada entre as aves de rapina.

Lobos vítimas de criadores

No Norte do país, nas serras do Gerês e Montesinho, morreram envenenados, em cinco anos, 30 lobos. Neste caso os responsáveis são os criadores de vacas e garranos, que deixam os animais sozinhos durante semanas. "O Governo até concede subsídios para os criadores vítimas de ataques de lobos, mas como estes vêm tarde, as pessoas actuam por conta própria e envenenam os animais”, diz Samuel Infante.

A contabilidade negra dos envenenamentos de animais em Portugal não ocorre apenas no Minho e Trás-os-Montes, mas também na Beira Interior e no Alentejo. Nestas regiões encontraram-se cadáveres de, por exemplo, 20 cegonhas, cerca 70 abutres, 15 águias de asa redonda, três águias reais e 20 milhafres.

“Os números dizem que 30 por cento das mortes são de animais domésticos, sobretudo de cães abandonados durante os períodos de caça. Depois há 12 por cento de envenenamento de espécies protegidas e as restantes relativas à morte de espécies cinegéticas”, conclui o responsável da Quercus.

sábado, 12 de março de 2011

Palestra do Grupo Lobo

O grupo ARΣA agradece ao Grupo Lobo pela sua disponibilidade, simpatia e qualidade da palestra de 11/03 e ao CEAR pelo empréstimo e transporte dos expositores. Um passo de cada vez sensibilizamos a nossa comunidade para a preservação da nossa fauna.

Grupo Lobo visita Secudária Almeida Garrett

Alunos interessados

Vendas para angariação de fundos

Muita clientela

Grupo AREA empenhado

Expositores do CEAR

Pavilhão amarelo em exposição

A recordação do grupo para o Grupo Lobo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Espécie Animal Traficada da Semana

Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana)


O cardeal-do-nordeste é uma ave passeriforme da família Emberizidae.
Os cardeais-do-nordeste possuem a plumagem
avermelhada na zona da cabeça.

Esta ave é também denominada por galo-da-campina, cabeça-de-fita e cabeça-vermelha.

Características:

O Cardeal-do-nordeste pode medir de cerca de 17,2 cm.
Quanto à plumagem, possui cabeça vermelha e curta. As partes superiores são cinzentas excepto o dorso anterior que é composto por penas negras no ápice e brancas na base, o que dá ao conjunto um aspecto escamoso de negro e branco.
O dorso posterior e coberteiras superiores das asas encontram-se manchadas de negro; a maxila é também negra e a mandíbula é cinzenta-clara.

Esta ave possui uma extraordinária beleza física.

Nesta espécie não se verifica a existência de dimorfismo sexual. O jovem apresenta as partes superiores pardo-anegradas e garganta ferrugínea.

Alimentação:

A alimentação dos indivíduos pertencentes a esta espécie é, predominantemente, granívora com adaptação para consumo de sementes muito amargas em padrões humanos.
O cardeias-do-nordeste esmagam a sua semente preferida (gramínea). Temporária e ocasionalmente podem ser insectívoros.
Para comerem, andam e saltitam encontrando sementes no próprio colmo do solo.

Reprodução:

Durante a reprodução, esta aves vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, defendido pelo macho.

Crias de Paroaria dominicana
Atingem a maturidade sexual aos 10 meses e, cada ninhada, geralmente, tem entre 2 a 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
Os cardeiais-do-nordeste costumam cantar logo ao alvorecer, fazendo verdadeiras alvoradas matinais, embora este comportamento só seja observando durante o período reprodutivo.

Hábitos:

Habita zonas de mata baixa e bem ensolarada ou à beira de rios. Um dos pássaros mais típicos do interior do Nordeste do Brasil.

Notas:
  • É uma das espécies que mais envolvidas no comércio ilegal de aves silvestres.
  • Foi introduzida no Sudeste brasileiro.
Distribuição Geográfica:

Esta espécie localiza-se, fundamentalmente, na região Nordeste do Brasil.