Animais Autóctones

Animais Autóctones

domingo, 12 de junho de 2011

Projecto “Maia + Sustentável” - Quercus

Mobilidade Sustentável: a importância do uso da bicicleta
No próximo dia 18 de Junho haverá mais uma iniciativa do projecto “Maia + Sustentável”, que mobilizará toda a comunidade em torno deste evento. Será uma conferência sobre o tema “Mobilidade Sustentável: a importância do uso da bicicleta”, e decorrerá na Junta de Freguesia da Maia. Pelas 16:00hs.
Um dos principais problemas enfrentados pela sociedade, principalmente pelos cidadãos que vivem nas cidades, é a questão da mobilidade no dia-a-dia. Desta forma, esta conferência será uma excelente oportunidade para se debater soluções viáveis com o intuito de amenizar o transtorno que os cidadãos enfrentam diariamente nas suas deslocações.
Após a conferência, haverá um passeio de bicicleta pela periferia do Município da Maia, como parte prática integrante do evento.
A entrada é inteiramente gratuita e os participantes poderão se inscrever no site
www.maiamaissustentavel.org.
Se não tem bicicleta nós emprestamos!
Participe…

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Afilhados do grupo

Hoje é a nossa última aula de Área de Projecto e por isso hoje concluímos as publicações sobre os nossos afilhados, que podem visitar nas páginas respectivas.

Esperamos poder continuar a realizar publicações no blog.

sábado, 4 de junho de 2011

Homem chegou ao aeroporto de Lisboa com 30 ovos de aves protegidas à cintura

03.06.2011
Helena Geraldes
Um homem que trazia à cintura 30 ovos de papagaios de espécies protegidas foi identificado pelas autoridades portuguesas no aeroporto de Lisboa, a 25 de Maio, foi hoje revelado. O indivíduo foi extraditado para o Brasil, onde se encontra detido.
O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) identificou os ovos como pertencendo ao grupo de espécies de papagaio mas ainda se desconhece a espécie exacta a que pertencem. “Estas aves são um dos alvos preferenciais do tráfico de espécies selvagens entre os países da América do Sul e a Europa”, explica em comunicado.
Os ovos ficaram em Portugal e foram levados para o Jardim Zoológico de Lisboa, onde estão numa incubadora, tendo já começado a eclodir. Agora, só uma análise aos espécimes apreendidos pode revelar se se tratam de espécies ameaçadas de extinção. O indivíduo que transportava os ovos presos dentro de meias, atadas à sua cintura, foi autuado em 65 mil reais brasileiros (mais de 28 mil euros), acusado de transporte ilegal de fauna e saída do país com material genético. Poderá ainda vir a ser instaurado inquérito criminal por tráfego internacional de fauna, uma vez que não tinha documentação CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção) para a exportação e importação destes espécimes.
As espécies CITES de comércio ilegal que mais chegam a Portugal são répteis e elefante (marfim). São raras as apreensões de animais vivos.
Em 2009, o último ano em que há dados tratados, foram feitas 345 apreensões em Portugal, de acordo com o relatório da Unidade de Aplicação de Convenções Internacionais, enviado à CITES.

Ninho de ave emblemática dos Açores está a ser seguido em directo na Internet

03.06.2011
PÚBLICO
Os segredos de uma das aves marinhas mais emblemáticas dos Açores podem estar prestes a ser revelados. Pela primeira vez no mundo, uma câmara de vídeo disponibiliza na Internet imagens em directo de um ninho de um casal de cagarros, anunciou a Spea.
No dia 1 de Junho foi posto um ovo no ninho, na ilha do Corvo. “Nos próximos meses poderemos acompanhar o crescimento deste cagarro a partir de qualquer parte do mundo”, salientou Pedro Geraldes, coordenador do projecto LIFE+ “Ilhas Santuário para Aves Marinhas”, que pretende recuperar os habitats de nidificação destas aves e de outras da mesma família.
Esta é uma ave (Calonectris diomedea, conhecida por cagarra, pardela-de-bico-amarelo ou cagarro) de estatuto vulnerável – e que nidifica no solo ou em falésias pouco acessíveis - “que surge como exemplo dos variados problemas que afectam as aves marinhas e as tornam no grupo de aves mais ameaçadas do mundo”, explica a Spea. Nos Açores, nidifica a grande maioria da população mundial desta ave e por isso “Portugal tem responsabilidades acrescidas na sua protecção”.
"É fabuloso poder seguir assim o comportamento de um cagarro. Uma ave que muitos conhecem, especialmente nas ilhas, mas que poucos até agora tinham visto desta forma próxima”, acrescentou o responsável.

Para o director regional dos Assuntos do Mar dos Açores, Frederico Cardigos, “este é um resultado interessantíssimo e motivador. Termos uma câmara a seguir detalhadamente a incubação e, quem sabe, os primeiros piares de um jovem cagarro é uma enorme oportunidade científica e de promoção ambiental”.

Descarga de suinicultura põe em risco repovoamento de peixes no rio Alcabriche

03.06.2011
Lusa
O esforço para repovoar o rio Alcabrichel, em Torres Vedras, com a espécie ameaçada de peixe Boga do Oeste está posto em causa pela recente descarga ilegal de uma suinicultura, alertou ontem a Quercus.
Ontem “aconteceu mais uma descarga violenta. É uma situação recorrente e põe em risco os ruivados” (espécie de peixe também designada por Boga do Oeste), afirmou à agência Lusa Paulo Lucas, responsável da Quercus. A associação ambientalista e a Câmara Municipal de Torres Vedras denunciaram ontem a situação à Administração Hidrográfica (ARH) do Tejo e ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.
Fonte da GNR disse que a suinicultura, de onde se suspeita que surgiu a alegada descarga de águas residuais contaminadas, “foi fiscalizada e vai ser autuada”, podendo a coima a aplicar atingir os 60 mil euros caso se comprove que houve uma contaminação dos solos e da água do rio. A Câmara de Torres e a Quercus iniciaram há dois anos um projecto destinado a devolver ao rio Alcabrichel a Boga do Oeste, uma espécie de peixe que está ameaçada e esteve a ser reproduzida em viveiros. O projecto consistiu na recolha de exemplares, realização de acções de limpeza das margens do rio e reprodução em cativeiro de 200 a 600 dos 87 exemplares inicialmente recolhidos. Em Março foi realizada a primeira acção de repovoamento, com o lançamento ao rio de meio milhar de exemplares da espécie.
A Boga do Oeste, considerada pelos cientistas como uma das cinco espécies em vias de extinção e que habita há cinco milhões de anos o rio Alcabrichel - um dos três rios portugueses onde a espécie está confinada - começou a desaparecer devido a problemas de poluição das águas, causada pela descarga de águas residuais sem tratamento. Além disso, o escasso caudal de água nestes rios, durante o Verão, cria problemas de sobrevivência para os próprios peixes.

Apreendidas 451 tartarugas escondidas dentro de malas em aeroporto da Tailândia

03.06.2011
Reuters
Os serviços alfandegários do aeroporto tailandês de Suvarnabhumi apreenderam ontem 451 tartarugas vivas, avaliadas em cerca de 23 mil euros, escondidas em malas transportadas por um homem que vinha do Bangladesh.
Os animais foram encontrados dentro de pequenos sacos que seguiam em malas, depois de as autoridades terem recebido informações de que um conhecido traficante estaria a caminho da Tailândia. O alegado traficante não recolheu a sua bagagem e desapareceu depois de ter chegado a Banguecoque.
Esta foi a maior descoberta desde Setembro do ano passado, quando 1140 tartarugas foram encontradas pelos serviços alfandegários num único dia. Um mês depois, foram apreendidas mais 218.


Floresta e vida selvagem do Reino Unido valem 34 mil milhões de euros por ano

02.06.2011
Helena Geraldes
As florestas, rios, lagos, animais e plantas do Reino Unido dão todos os anos ao país benefícios estimados em 34 mil milhões de euros, revela hoje o relatório realizado por 500 especialistas para, pela primeira vez, tentou pôr um preço nos ecossistemas.
De acordo com a avaliação dos benefícios económicos, sociais e para a saúde dos Ecossistemas do país (National Ecosystem Assessment, NEA), as zonas húmidas nas regiões do interior trazem benefícios para a qualidade da água avaliados em 1,7 mil milhões de euros por ano.
Os insectos polinizadores valem 490 milhões de euros anuais para a agricultura britânica e os benefícios de viver perto de um espaço verde são estimados em 341 euros por pessoa, por ano, devido à disponibilidade para fazer exercício e para apreciar a natureza.
“Enquanto no passado as pessoas pensavam que cuidar do Ambiente implicava custos financeiros adicionais, este estudo mostra que existem razões económicas reais para salvaguardar a natureza”, defendem os autores do relatório, coordenado por Bob Watson e Steve Albon. Não o fazer poderá custar, anualmente, 22,7 mil milhões de euros, estimam os especialistas. O estudo que olhou para o estado dos serviços oferecidos por oito habitats diferentes - incluindo o mar, zonas húmidas e florestas – alerta que um terço dos bens naturais do Reino Unido está em perigo de desaparecer, às mãos da negligência ou degradação. Por exemplo, os espaços verdes urbanos estão a registar um declínio acentuado, alerta o relatório, com duas mil páginas.

“Existe uma necessidade urgente de gerir melhor os nossos ecossistemas e os recursos naturais que eles nos oferecem”, comentou Bob Watson, cientista principal no departamento governamental Defra (Departament for Environment, Food and Rural Affairs). “Este trabalho apresenta formas para medir o valor destes serviços e a forma como vão afectar o nosso futuro se não tomarmos as decisões certas”.
O relatório salienta que “a tendência para nos concentrarmos apenas no valor de mercado de recursos que podemos usar e vender – como a madeira, colheitas agrícolas e pescado – levou ao declínio de alguns ecossistemas e habitats, através da poluição, sobre-exploração e conversão de solos”. O estudo foi financiado pelo Defra e teve o apoio das autoridades escocesas e irlandesas. Segundo o jornal “The Guardian”, o Governo britânico deverá apresentar nas próximas semanas o seu Livro Branco do Ambiente Natural, onde deverá ser tido em conta este estudo.
“O mundo natural é vital para a nossa existência, dando-nos bens essenciais como alimentos, água e ar puro. Mas nem sempre os benefícios culturais e para a saúde têm sido bem apreciados porque os temos de graça”, comentou Caroline Spelman, secretária do Ambiente.

Mais de 150 golfinhos morreram este ano por causa da maré negra no Golfo do México

27.05.2011
AFP
Os mais de 150 golfinhos encontrados mortos no Golfo do México desde o início do ano, número anormalmente elevado, explica-se com a maré negra de 2010 e com os dispersantes químicos utilizados para a combater, revela hoje um relatório norte-americano.
Desde Janeiro, 153 golfinhos apareceram mortos nas águas do Golfo do México, que tocam cinco estados norte-americanos, segundo a Agência oceânica e atmosférica americana (NOAA, sigla em inglês). Desses animais, 65 ainda eram crias.
Os cadáveres foram encontrados na zona mais atingida pela maré negra, causada aquando da explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela BP, a 20 de Abril de 2010. Em três meses, o equivalente a quatro milhões de barris de hidrocarbonetos foi derramado para as águas.
Segundo Bobby Jindal, governador do estado do Louisiana, 7,6 milhões de litros de dispersantes químicos foram utilizados para tentar manter afastada grande parte da mancha de petróleo.
“O petróleo e os dispersantes afectaram a cadeia alimentar. Isso poderá ter impedido as mães golfinhos de se alimentarem de maneira adequada e assim desenvolver a camada de gordura necessária” para se protegerem a si próprias e às suas crias do frio, explica Graham Worthy, especialista da Universidade do Centro da Florida.De acordo com Worthy, as temperaturas anormalmente baixas deste Inverno, conjugadas com as consequências da maré negra no organismo destes mamíferos levaram ao “desastre do século”, a morte de muitos golfinhos, cujos cadáveres apareceram ao largo das costas do Texas, Louisiana, Mississípi, Alabama e Florida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Borboletas fêmea fecham as asas para evitar machos insistentes

30.05.2011
PÚBLICO

As borboletas fêmeas da espécie Lycena phlaeas desenvolveram uma técnica para evitar o assédio sexual de machos insistentes, fechando as asas e tornando-se menos visíveis, concluiu estudo japonês publicado na última edição da revista “Ethology”.
Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, explicou à BBC que as borboletas fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie voavam muito perto. Além disso notou que estes animais fechavam as asas com menor freqüência à aproximação de borboletas de espécies diferentes.
Esta será uma estratégia das borboletas fêmeas que já copularam a fim de se protegerem, já que são muito frágeis.
Depois de utilizar um modelo de borboleta macho para testar a reacção das fêmeas, Ide concluiu que “quando as fêmeas já não necessitam copular, elas fecham as asas para se esconder”. No entanto, as fêmeas virgens que querem copular “mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis”.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O lugar deles não é numa jaula

Todos podemos ter animais de estimação, mas nem todos os animais podem ser de estimação.
A lei portuguesa proíbe que espécies autóctones como pardais, andorinhas, pintassilgos, roxinóis, aves de rapina, lobos, raposas, entre outros, possam ser mantidos em cativeiro porque o seu lugar é na Natureza, como parte da fauna do nosso país.


Existem animais exóticos que podem servir como animais de estimação mas SÓ se a espécie em causa não estiver contemplada no CITES como espécie em perigo ou que não é permitido comercializar e se o dono possuir todos os documentos em ordem (no caso português os documentos devem ser tratados com o ICNB).

INFORME-SE

O TRÁFICO DE ANIMAIS É O 3º NEGÓCIO ILÍCITO MAIS LUCRATIVO A SEGUIR AO TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS.

PÕE EM PERIGO AS ESPÉCIES E A BIODIVERSIDADE.

NÃO FAÇA PARTE DISTO.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Peixe panqueca entre as dez espécies mais singulares descobertas em 2010

24.05.2011
Helena Geraldes



Um peixe cuja forma faz lembrar uma panqueca, cogumelos bioluminescentes, uma aranha que tece das maiores teias do mundo e um lagarto que pode medir dois metros estão na lista das dez espécies descritas para a Ciência em 2010, nomeada por um comité de peritos internacionais.
Esta espécie de peixe Halieutichthys intermedius foi descoberta pouco tempo antes da maré negra do Golfo do México, em 2010, e “toda a sua área de distribuição se limita à região afectada pela maré negra”, explica o Instituto Internacional para a Exploração das Espécies, da Universidade do Arizona. Todos os anos, este instituto divulga a lista das dez espécies mais singulares ou que representem a diversidade biológica que foram descritas no ano transacto.
A aranha Caerostris darwini, que também faz parte da lista, vive em Madagáscar e constrói das maiores teias conhecidas até agora. Uma delas media mais de 30 metros.
Os 14 especialistas seleccionaram ainda o lagarto Varanus bitatawa, encontrado nas florestas das Filipinas. Esta espécie “pode medir mais de dois metros e pesar dez quilos”, salienta a universidade. “É impressionante pensar que um animal deste tamanho tenha passado desapercebido aos biólogos que estudaram aquela área, possivelmente porque passa a maior parte do tempo nas árvores”, acrescenta.
Fazem ainda parte da lista os cogumelos bioluminescentes Mycena luxaeterna (Brasil), as bactérias Halomonas titanicae (sem informação sobre a localização), o grilo polinizador Glomeremus orchidophilus (Ilha Reunião, no Oceano Índico), o mamífero Philantomba walteri (Benim), a sanguessuga Tyrannobdella rex (Peru), o cogumelo aquático Psathyrella aquática (Estados Unidos) e a barata Saltoblattella montistabularis (África do Sul).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projecto português para conservar lince-ibérico considerado um dos melhores da Europa

24.05.2011
Helena Geraldes

O projecto da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) que, ao longo de três anos, recuperou o habitat do lince-ibérico no Alentejo, foi esta semana distinguido como um dos seis melhores projectos europeus de conservação de um total de 59.
O projecto LIFE na região de Moura/Barrancos recuperou 16 hectares de área ardida e quatro quilómetros de vegetação ribeirinha, bem como 15 pequenas charcas para a fauna silvestre. Para recuperar as populações de coelho-bravo, a principal presa do lince-ibérico, foram criados 60 hectares de pastagens de leguminosas e gramíneas, cem abrigos artificiais de reprodução, 120 comedouros e 72 bebedouros.
Mas, para Eduardo Santos, um dos responsáveis pelo projecto (que decorreu de Outubro de 2006 a Dezembro de 2009), o melhor resultado foi a metodologia de parcerias com cerca de dez proprietários e gestores, numa superfície total de cerca de 7700 hectares. “Penso que pesou bastante o facto de trabalharmos desta forma aberta, com as pessoas, em prol de uma espécie para a qual nem sempre havia muita receptividade”, comentou hoje ao PÚBLICO.

O objectivo geral para a espécie Lynx pardinus, o felino mais ameaçado no planeta, é criar um corredor entre as populações existentes em Espanha e os territórios favoráveis em Portugal onde o lince já existiu. “Os habitats, em grande parte, continuam relativamente bem conservados, nomeadamente os azinhais e sobreirais e os grandes matagais mediterrânicos”, considerou Eduardo Santos, da organização que trabalha na recuperação do habitat da espécie desde 2004. O que ainda está mais longe de conseguir, acrescenta, é a recuperação das populações de coelho-bravo, espécie muito afectada pelas doenças mixomatose e febre hemorrágica viral.
Do trabalho dos últimos anos na conservação do lince-ibérico, Eduardo Santos salienta os progressos na receptividade das populações e a forma como a espécie voltou a estar na ordem do dia, principalmente depois do sucesso dos centros de reprodução em cativeiro em Espanha, desde 2007, e em Silves, em 2009. “Ainda quem nem todos estejam convencidos, a verdade é que estão mais alertados para o assunto”.
Desde 2007, a Comissão Europeia selecciona os melhores projectos LIFE Natureza que terminaram no ano transacto, com critérios como a melhoria no estatuto de conservação de uma espécie ou habitat, os efeitos a curto e a longo prazo e os impactos a nível regional, nacional e internacional. Depois, destes são escolhidos os seis melhores. No ano passado foram concluídos 59 projectos nos vários países, 18 foram distinguidos e destes, ainda foram seleccionados os seis melhores, um dos quais o da LPN.
O projecto LIFE “Recuperação do Habitat do Lince-Ibérico no Sítio Moura/Barrancos” foi co-financiado em 75 por cento pela Comissão Europeia e contou com a parceria da Fauna & Flora International e o Centro de Investigação e Intervenção Social.
A Liga continua no terreno com o novo projecto LIFE “Promoção do Habitat do Lince-Ibérico e do Abutre-Preto no Sudeste de Portugal”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Projecto quer conhecer aves marinhas do Atlântico

25.05.2011
Lusa

Um projecto europeu, que abrange Portugal, está a recolher dados sobre a situação das aves marinhas no Atlântico para elaborar mapas de distribuição e definir áreas protegidas, permitindo avaliar impactos da actividade humana, como pesca ou instalação de unidades de energia.
O objectivo do projecto FAME (Future of the Atlantic Marine Environment - futuro do ambiente marinho atlântico, em português), que decorre até final de 2012, é “identificar as áreas importantes para as aves do mar e promover a sua designação como áreas marinhas protegidas no âmbito da rede Natura 2000”, disse à agência Lusa a coordenadora do programa em Portugal, Joana Andrade.
“Pretendemos também abordar algumas áreas como o impacto de algumas actividades humanas nas populações de aves marinhas, como a pesca e a implementação de energias renováveis marinhas, como a energia das ondas e a eólica off-shore”, especificou a especialista da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea).
Nos primeiros meses do projecto, com a duração de três anos, foram efectuados censos das aves marinhas, tanto em embarcações, como na costa e através de observação aérea. Joana Andrade deu os exemplos da monitorização das colónias reprodutoras do arquipélago das Berlengas e o seguimento de aves através da colocação de aparelhos electrónicos, sobretudo com cagarras, estando marcadas 95 aves.
Já nos censos marinhos, foram recolhidos dados ao longo de cerca de 12 mil quilómetros da costa continental, e nos censos costeiros realizaram-se contagens todos os meses em cerca de 13 pontos.
No trabalho com as pescas foram efectuados 150 inquéritos a pescadores, em 12 dos principais portos do país para “tentar avaliar qual o possível impacto das capturas acidentais em algumas espécies de aves marinhas e para tentar relacionar isso com o tipo de arte utilizada”, como redes de emalhar, palangre e cerco, referiu Joana Andrade. São igualmente realizadas monitorizações a bordo de barcos de pesca, com observadores que acompanham os pescadores e analisam as interacções com as aves.
No segundo semestre, será desenhado um mapa de risco para a biodiversidade assinalando quais as áreas com maior valor em termos de biodiversidade, por existirem espécies mais ameaçadas, e cruzar essa informação com as áreas que têm potencial para a instalação de unidades de energia das ondas e eólica off-shore, para saber as zonas a evitar.
Se a energia eólica e de aproveitamento das ondas avançarem sem ter em conta algumas normas “poderá ter consequências muito graves para a fauna marinha”, salientou a coordenadora nacional do FAME.
Irlanda, Reino Unido, França, Espanha e Portugal são os países que se juntaram no FAME. Em Portugal, além da Spea, representante da BIRD LIFE neste projecto, a parceria envolve a Universidade do Minho, com experiência na área das pescas, o Centro da Energia das Ondas, relacionado com as energias marinhas, a Sociedade Portuguesa para a Vida Selvagem e a Martifer.

terça-feira, 24 de maio de 2011

“S.O.S. Rio Leça - vamos despoluir!”

Actividade: Acção de despoluição do Rio Leça.
Data: 28 de Maio
Horário: Das 10:00hs as 12:00hs
Local de encontro: Em frente a estação de Metro do ISMAI
Obs: o material para a limpeza será disponibilizado pela CM Maia.

 E que tal reunir os amigos num belo dia de sol, fazer uma actividade diferente e ao mesmo tempo ajudar a natureza? Pois é, temos uma grande oportunidade para ti. Iremos fazer uma operação de despoluição do Rio Leça e precisamos da tua ajuda. Não importa a idade que tens, apenas queremos que venhas com espírito de ajuda. A preservação deste importante rio é fundamental para a manutenção da qualidade de vida das pessoas que vivem próximo deste curso de água bem como para todo o ecossistema à volta dele, e por isso necessitamos de arregaçar as mangas e começar a agir. Não podemos ficar sempre a espera que os outros façam o que podemos fazer. O exercício da cidadania passa por todos nós e este evento é uma oportunidade para demonstramos isto. É hora de fazer a diferença e cuidar do que é nosso agora para que no futuro todos possam desfrutar do bem mais precioso que temos – a natureza!
Então, não fiques sentado no sofá e vem contribuir connosco nesta tarefa divertida. Vais ver que vais gostar e ainda podes conhecer pessoas muito interessantes e partilhar gostos em comum.
Junta-te a nós nesta grande aventura!
Envia o teu nome e contacto telefónico para porto@quercus.pt

Contamos contigo!

Uma iniciativa da Quercus do Porto

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Casal de Corujas Das Torres Selvagem

  Já foi publicada uma ficha informativa realtiva à coruja-das-torres (Tyto alba), que podem visitar no nosso habitat. Aqui estão algumas fotos de um casal de corujas do concelho da Figueira da Foz:






Um casal de Tyto alba pode caçar até 25 000 ratos por ano, sendo por isso uma ajuda valiosa para a agricultura.

sábado, 21 de maio de 2011

20 000 VISITAS

O blog do grupo atingiu as 20 000 visitas às 22h37 de 21 de Maio de 2011, em apenas 8 meses!

O nosso agradecimento a todos os nossos estimados leitores!


Charco com vida

   Construir um lago no jardim atrai a biodiversidade da região, especialmente nos períodos mais secos. O lago também aumenta a humidade do quintal e ajuda a diminuir a temperatura.

  Por causa disto existe uma iniciatia chamada Charcos com Vida, que podem visitar no seu habitat e que possui informações sobre os seres vivos autóctones e invasores dos lagos de Portugal e ensina ainda a construir o seu próprio charco. Podem também visitar os lagos mais próximos através do google maps.

   O charco do filme ainda é recente (foi construído durante a interrupção lectiva da páscoa), possui algumas plantas aquáticas como nenúfares, agriões e outras da região e uma população de cinco rãs-verdes (Rana perezi) cujos géneros ainda estamos a catalogar. As rãs-verdes establecem uma hierarquia por meio de vocalizações. A água do charco foi recolhida em valas cheias de vida de terrenos próximos e com ela vieram insectos aquáticos que contribuem para a cadeia alimetar ficar completa.

   Na noite de Sexta-feira, dia 20 de Maio, uma rela arborícula europeia macho (Hyla arborea) visitou o charco para atrair fêmeas comprovando a eficácia do seu saco vocal.

Dia Internacional da Biodiversidade no Parque de São Pedro de Avioso

O Quê? Visita guiada

Quando? 22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade

Onde? Parque de São Pedro de Avioso – Maia

Aproveite para comemorar connosco o Dia Internacional da Biodiversidade com uma visita guiada ao Parque do Avioso – Maia.


Será no próximo dia 22 de Maio, pelas 10:00hs, um evento inteiramente gratuito e inserido no projecto “Maia+Sustentável”.


Como guia desta “aventura” contaremos com o Eng. Jael Palhas, membro do Projecto Charcos Com Vida (

O número de participantes é limitado, e para inscrever-se basta ir a
www.maiamaissustentavel.org ou enviar uma mensagem com o nome para: 931 620 212.

Venha daí à descoberta da “Biodiversidade à Nossa Volta”.
Contamos consigo!

Contactos:
Célia Vilas Boas
931620212

 
  


--
http://porto.quercus.pt

Pode visitar este grupo e gerir a sua participação em
http://groups.google.pt/group/quercusportoinfo?hl=pt-PT
www.charcoscomvida.org) que nos dará a conhecer um pouco do projecto desenvolvido pela entidade que representa, e também mostrar a riqueza da fauna e flora existentes no parque.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

População desconhecida de tigres descoberta na Tailândia

17.05.2011
PÚBLICO
 
  Uma nova população de pelo menos oito tigres indochineses, descoberta no parque nacional de Thap Lan, na Tailândia, está a fascinar os especialistas em conservação. A revelação coloca a Tailândia à frente da China em números de exemplares deste felino ameaçado.
Durante dois anos os responsáveis do parque de Thap lan, em colaboração com especialistas em conservação, analisaram imagens de câmaras colocadas em locais remotos do parque.

  E descobriram que, apesar de se pensar que não existia já nenhum exemplar selvagem naquele território, existem pelo menos oito exemplares captados pelas câmaras que detectam o movimento e o calor.

  Segundo conta o diário britânico Guardian, as câmaras usadas terão sido destruídas por elefantes enfurecidos, ou minadas por formigas desesperadas para fazer ninho. Mas os cartões de memória revelaram agora esta surpresa agradável. Assim como outra preocupante: o grupo não está livre do assédio de caçadores furtivos que conseguem penetrar no parque, um paraíso de biodiversidade, protegido das ofensivas do desenvolvimento humano.

  Segundo especialistas, este grupo de tigres indochineses ou tigres de Corbett Panthera tigris corbetti) agora identificado - e classificados com o estatuto de ameçados - faz a Tailândia subir no ranking de número de exemplares, fazendo com que o país reúna agora mais exemplares do que a China.

  Uma população de oito exemplares não chega para dar o futuro da espécie como sustentável. Mas Taywin Meesat, responsável pelo parque disse ao Guardian que ainda falta averiguar o que se passa em mais de metade do parque. “Isto já está para lá das nossas expectativas. Mas dados estes resultados podemos afirmar que podem aqui existir 20 a 50 tigres”, vaticina.

Lagostim Vermelho - Saiba mais!

O lagostim vermelho do Lousiana é uma espécie invasora extremamente agressiva e que já possui populações em todo o nosso país. Para ficar a saber mais sobre esta espécie aconselhamos que visite este habitat da Universidade de Coimbra.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Animais selvagens contrabandeados encontrados no aeroporto na Tailândia

13.05.201
Nicolau Ferreira
A polícia tailandesa prendeu esta sexta-feira um homem de 36 anos que contrabandeava crias de animais selvagens. O homem estava numa fila do Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, em Banguecoque, quando foi apanhado por agentes à paisana.
Dentro da mala tinha várias crias de animais selvagens sedadas com drogas. Os animais, dois leopardos, duas panteras, um urso-malaio, um macaco gibão e um tamarino, começaram a bocejar quando os polícias retiraram-nos da mala.
O suspeito, um cidadão dos Emirados Árabes Unidos, estava para entrar num voo, em primeira classe, que ia de Banguecoque para o Dubai. Os polícias tinham-no seguido desde que adquiriu as crias no mercado negro de animais raros, disse a Fundação Freeland, sediada na Tailândia, que luta contra o mercado negro de espécies.
Os animais tinham dois e três meses de idade. “Parece que sedaram os animais e prenderam-nos dentro de gaiolas achatadas para que eles não se mexessem”, disse, citado pela BBC News, Steven Galster, director da Freeland, que estava presente quando o homem foi apanhado.
“Era uma operação de contrabando muito sofisticada. Nunca vi uma coisa destas antes”, acrescentou. “O homem tinha um autêntico zoo virtual dentro da mala.”
Os leopardos e panteras ilegais custam na Tailândia cerca de 3500 euros, avança o jornal britânico Guardian. Não se sabe se no Dubai os animais iriam ser vendidos para outro país ou ficariam lá como animais de estimação exóticos.

domingo, 15 de maio de 2011

Biosfera - cobras e lagartos


Neste excerto do Biosfera de 15 de Maio de 2011 fala-se sobre cobras portuguesas e sobre o dragão barbudo, uma espécie exótica usada como animal de estimação em Portugal.

As estepes do Montana voltam a ter búfalos 140 anos depois - jornal i


Esta semana os inspectores da vida selvagem do estado do Montana, EUA, estiveram a inspeccionar um território de 20 mil hectares dentro da reserva para onde vão transferir os búfalos americanos ou bisontes. Só faltam os animais, que começarão a chegar nos próximos meses.
“É o princípio de todo um novo capítulo para o bisonte e para nós. Leva-nos exactamente para onde estávamos”, explicou à Reuters Robert Magnan, director do departamento de pesca e jogo da reserva de Fort Peck.


É a primeira vez em quase 140 anos que os búfalos americanos voltarão ao estado, no Noroeste dos Estados Unidos. O processo de transferência de uma manada de dezenas de búfalos do Parque Yellowstone para a reserva de índios de Fort Peck, que se prolonga há quase um ano, está a chegar ao fim. Durante séculos os povos nativos americanos viveram com os búfalos.

Caçavam-nos para comer e usavam-lhes as peles para se vestirem. Com a conquista do faroeste e a morte indiscriminada das manadas que enchiam as estepes do Oeste Selvagem – num triângulo que se estendia do Great Bear Lake no Canadá, a norte, até aos estados de Durango e Nueva León no México, a sul, e os montes Apalaches, a oeste – entraram em declínio também as tribos de índios.

A caça indiscriminada de búfalos a oeste do rio Mississípi reduziu o número de cabeças de 30 milhões para pouco mais de 50 animais, que se refugiram em Yellowstone no princípio do século XX. A sua protecção permitiu, entretanto, que 3700 cabeças existam hoje em dia no parque. No entanto, esse número poderá ter-se reduzido substancialmente. Apenas 700 búfalos foram postos em currais este ano antes da sua tradicional migração de Inverno para o Montana, onde os criadores de gado os costumam abater por temor a que transmitam brucelose ao seu gado.

O governador do estado, Brian Schweitzer, autorizou em Fevereiro que os animais se possam instalar temporariamente no Montana, o que provocou a ira dos rancheiros. Um plano que estes tentam agora reverter por todos os meios. No mês passado, dois búfalos foram abatidos junto à entrada norte de Yellowstone, perto de Gardiner, Montana.

Os animais a transferir foram postos em quarentena desde 2005, exactamente para evitar que contraiam a doença e possam assim ser transferidos sem receios. Os índios Sioux e Assiniboine da Reserva de Fort Peck já gastaram 250 mil dólares (175 mil euros) a preparar as pastagens para os receber.

simbologia Para quem cresceu a ver filmes de cowboys, só há um animal que divide com o cavalo – esse símbolo americano da liberdade e do sonho americano antes da invenção do automóvel – o espaço maior no panteão das simbologias do Oeste, e esse é sem dúvida o búfalo. A sua presença selvagem nas estepes do Velho Oeste garantia a sobrevivência a quem se aventurava para lá dos territórios conhecidos. Para os índios, além de sustento, o búfalo servia também como espírito venerado para um povo de caçadores.

Apesar da sua recuperação nos últimos anos, o búfalo americano con
tinua ameaçado – de acordo com a Associação Nacional do Bisonte, existem em todo o país apenas 19 820 animais selvagens. Os conservacionistas estão a fazer lóbi para conseguir a protecção federal para o búfalo americano selvagem como espécie ameaçada. Plano que, no entanto, foi rejeitado em Abril pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, depois de um pedido nesse sentido por parte do Center for Biological Diversity.

“É provável que recorramos dessa decisão. Os bisontes precisam de mais protecção”, afirma Noah Greenwald, director do centro para o programa de espécies ameaçadas, citado pelo “New York Times”.

Denver, no Colorado, é a única grande cidade dos EUA que possui uma manada de bisontes (55 cabeças), descendente dos animais de Yellowstone. Uma manada pura, porque, na verdade, muitos rancheiros, ao longo dos anos, procederam a misturas para salvar a espécie. Calcula-se que existam cerca de 200 mil bisontes em ranchos dos EUA.

“Esta de Denver é capaz de ser uma das manadas mais puras, diz Temple Grandin ao “New York Times”, professor na Universidade do Colorado. “Que bisontes são puros, sem genes de gado, é a grande questão”, acrescenta.

Para Art Noonan vice-director da agência de parques e vida selvagem do Montana, citado pela Reuters, a questão é bem mais simples: “O bisonte cuidou dos nativos americanos durante séculos e forneciam tudo o que precisávamos – comida, roupa, armas e ferramentas. Agora estão com problemas e é a nossa vez de cuidar deles.”

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O nosso blog em Maio

 Este mês termina o projecto do grupo, pelo que não serão postados as habituais fichas informativas semanais por falta de tempo.

Pedimos desculpa aos nossos leitores dedicados, mas estamos no final de um período muito trabalhoso pelo que, em cada semana, serão apenas publicadas as informações relativas a um dos animais apadrinhados. Já podem ler sobre a águia-cobreira!

Iremos também continuar a postar notícias relacionadas com o nosso tema e estamos disponíveis para identificar e escrever sobre animais a que consigam tirar fotografias ou sobre os quais queiram saber mais, basta contactarem-nos através de area.esag@gmail.com.

Mais uma vez obrigado por nos visitarem e continuem a acompanhar o nosso projecto!

Tigres-da-Sumatra filmados por câmara da WWF

09.05.2011
PÚBLICO
Doze tigres de uma subespécie criticamente ameaçada foram filmados pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) no seu habitat natural - uma floresta indonésia que está em risco de desaparecer.
Em apenas dois meses, ûma câmara da WWF gravou imagens de duas famílias do tigre-da-Sumatra, doze animais ao todo.
“Este foi o maior número de tigres e de imagens de tigres obtidas no primeiro mês de uma experiência feita por nós”, disse Karmila Parakkasi, que lidera a equipa que está a estudar os tigres-da-Sumatra, em Sumatra, uma das ilhas do sudeste asiático que pertence à Indonésia.
A ilha alberga uma das seis subespécies de tigres que existem no mundo. Em Sumatra, estima-se que existam apenas 400 Panthera tigris sumatrae, o nome em latim desta subespécie, que se encontra criticamente em perigo.
As imagens foram gravadas em Bukit Tigapuluh, um parque nacional que fica nas províncias de Riau e Jambi, no Centro-Leste da ilha. Aqui, existe uma floresta que é considerada uma das seis regiões de prioridade para a conservação do tigre definidas pelo Governo indonésio.
A câmara é activada por sensores infravermelhos que detectam movimento. “A nossa equipa ficou excitada por descobrir 47 imagens gravadas pela câmara, das quais identificámos seis indivíduos únicos”, disse Parakkasi, sobre o primeiro mês da experiência. “Os resultados do segundo mês ainda foram mais impressionantes – não era só uma família de tigres, mas duas, com outros seis tigres.”
Floresta em perigo
Nas imagens gravadas a 29 de Março deste ano, disponível no vídeo publicado pela WWF, vêem-se três crias de tigres a andar de um lado para o outro e a brincar calmamente.
“O que não se percebe é se encontramos tantos tigres porque tornamo-nos melhores a escolher o local onde colocamos a câmara ou porque o habitat do tigre está a encolher tão rápido que eles vêem-se obrigados a partilhar pedaços de floresta cada vez mais pequenos”, disse a conservacionista.
A WWF está preocupada com o futuro daquele habitat, já que existe o perigo iminente da floresta ser cortada pela indústria do papel. Algumas das áreas estão concessionadas a uma subsidiária da empresa Barito Timber Pacifico. Assim que tiver autorização do Governo, a empresa irá cortar a madeira para a Asia Pulp & Paper, uma das maiores produtoras de papel do mundo, pertencente ao Sinar Mas Group, uma companhia indonésia que detém mais empresas, incluindo produtoras de óleo de palma.
“Este vídeo confirma a importância extrema destas florestas do ecossistema de Bukit Tigapuluh e do seu corredor natural”, disse Anwar Purwoto, director do grupo da WWF responsável pelo Programa da Floresta e das Espécies da Indonésia. Vários grupos de conservação, incluindo a WWF, já pediram às duas empresas e ao Governo indonésio para protegerem esta floresta em vez de a cortar.
Segundo a WWF, entre 2004 e 2010, este ecossistema perdeu 2054 quilómetros quadrados de floresta (o distrito do Porto tem perto de 2400 quilómetros quadrados), cortados pela indústria do papel e para os produtores de óleo de palma.
Estima-se que existam ao todo 3200 tigres no mundo, todos na Ásia. A WWF está a tentar reunir apoio político, económico e público para duplicar a população até 2022.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Salamandra de Pintas Amarelas - quase em directo

Às 23h da presente noite o grupo AR∑A teve o prazer de contactar com dois exemplares da espécie Salamandra salamandra, a salamandra de pintas amarelas.
Está uma noite não muito fresca, mas húmida, o que terá levado estes dois belíssimos animais a atravessar a estrada de terra batida da vila de Maiorca, no concelho da Figueira da Foz. Esta região tem tido uma abundância de caracóis neste presente ano, o que poderá trazer um aumento na população de salamandras.

Estes anfíbios deslocam-se lentamente e vivem em terra, frequentando águas limpas e correntes para se reproduzirem. As fêmeas podem depositar ovos ou parir larvas com brânquias desenvolvidas e grandes cabeças.
As cores vibrantes destes batráquios, o amarelo vivo e o negro, avisam os predadores de que são venenosas. Em caso de perigo baixam a cabeça mostrando as glândulas parótidas bem desenvolvidas, mas são seres fáceis de manusear e bastante dóceis (é, no entanto, importante não esquecer lavar bem a pele que tocou a salamandra).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Raposa no jornal Público - 20 de Março de 2011





Sessão sobre Plantas Invasoras na Mata Nacional do Buçaco

A Fundação Mata do Buçaco vai realizar um Seminário sobre Plantas Invasoras, no próximo dia 20 de Maio.
Técnicos, proprietários, empresários florestais e outros interessados no tema são convidados a assistir a um momento de análise e debate sobre plantas invasoras, que ocupam um pouco por todo o país uma área extensa.
Já no dia 21 de Maio, a Fundação Mata do Buçaco realizará um dia aberto à população para ajudar no controlo de plantas invasoras na Mata Nacional do Buçaco.
Neste sentido, em anexo a programação do referido seminário e demais informações.
Sem outro assunto de momento, subscrevemo-nos com a mais elevada consideração.
Cândida de Sá

Clique no cartaz para saber mais!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Insectos Invasores Apoiam Ciência Forense - National Geographic Portugal

Primeiro atlas dos morcegos de Portugal vai mapear colónias de 25 espécies

02.05.2011
Helena Geraldes
Setenta voluntários aceitaram o desafio e vão mapear a distribuição das 25 espécies de morcegos do país, procurando estes animais em grutas, árvores ou mesmo dentro de caixas de estores ou em sótãos. Dentro de dois anos e meio, ficará pronto o primeiro Atlas dos morcegos de Portugal continental.
“Temos informação muito detalhada e completa das espécies cavernícolas, mas não de muitas outras, como as arborícolas e as ubíquas (as que vivem dentro de caixas de estores ou em sótãos)”, explicou hoje Ana Rainho, bióloga do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).
A construção do Atlas dos Morcegos de Portugal pretende “criar um mapa da distribuição de cada espécie”, disse ao PÚBLICO. Os responsáveis querem estudar todas as colónias cavernícolas (não só as mais ameaçadas, como acontece de momento) e recolher dados sobre as espécies que não têm informação suficiente para serem classificadas.
Os 70 voluntários já receberam formação sobre como identificar morcegos pela sua morfologia e acústica. Agora, preparam-se para começar a trabalhar. “Serão dois anos de trabalho de campo. Em 2013 deveremos estar a editar o documento final” que funcionará como “uma fotografia das populações de morcegos num dado período, que possa vir a ser comparado com outros no futuro”, explicou a investigadora e coordenadora do projecto.
A iniciativa ambiciona ainda reunir as pessoas que já trabalham com morcegos, especialmente nas empresas de estudos de impactos ambientais, mas também aquelas que apenas gostam destes animais.
Ana Rainho identifica uma mudança de atitude das populações em relação aos morcegos. “Quando comecei a trabalhar havia muitas situações negativas, de colónias arrasadas, morcegos queimados com maçaricos e pneus a arder nas grutas para eles saírem”, lembra. “Agora recebo mais histórias positivas, de pessoas a ligar para dizer que encontraram um morcego caído nas escadas, que o puseram numa caixinha e lhe deram água”.
A investigadora salientou que os morcegos são “úteis para o homem, especialmente no controlo de pragas”. Normalmente, “um indivíduo come mais de metade do seu peso em insectos numa noite, o que se considerarmos uma colónia com milhares de indivíduos dá milhões de insectos”.
Actualmente existem em Portugal continental 25 espécies de morcegos, três das quais em perigo de extinção (Morcego-de-ferradura-mediterrânico, o Morcego-de-ferradura-mourisco e o Morcego-rato-pequeno). A maior colónia identificada no país, em São Mamede, é de morcego-peluche e terá vinte mil indivíduos.
A construção do atlas acontece durante o Ano do Morcego 2011-2012, lançado oficialmente a 2 de Março numa gruta do Alviela. A iniciativa – do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e do Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus – deverá mostrar “como são fantásticos” os morcegos, principalmente, às “pessoas que nunca os viram ou se viram que pensam que são todos iguais”, disse, então, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.
A comunidade científica mundial conhece actualmente 1200 espécies de morcegos – que totalizam cerca de um quinto de todos os mamíferos -, metade das quais está ameaçada de extinção.

sábado, 30 de abril de 2011

Animais do Parque da Cidade do Porto


Parte do grupo AR∑A esteve no Parque da Cidade do Porto na passada Quinta-feira e pôde observar alguma da fauna que lá habita. Além dos numerosos melros, pardais, verdilhões e rabiruivos-pretos pudemos ver e ouvir as duas espécies cujas fotografias, da autoria de Salomé do grupo Sport5, publicamos


Nesta fotografia temos um sardão (Lacerta lepida) réptil presente em todo o país, mas mais visível em dias quentes. É o maior lagarto de Portugal podendo atingir os 30cm, não obstante consegue trepar às árvores para fugir ou roubar ovos de pássaros. Alimenta-se de invertebrados, frutos, vegetais, lagartixas, ovos e pequenos mamíferos. A sua principal defesa é a fuga, mas em caso de ameaça pode abrir a boca numa postura que avisa de que irá morder quem se aproximar. Estamos na época de acasalamento desta espécie.



Aqui temos uma rã muito comum: a rã verde (Rana perezi). Pode ser encontrada em charcos e lagos, pois como estamos também na sua época de reprodução os machos cantam ruidosamente e marcam território.

Expedição à Antárctida descobre a maior concentração de baleias dos últimos 20 anos

28.04.2011
Helena Geraldes
Há já mais de 20 anos que não se via uma tal concentração de baleias-de-bossa, espécie ameaçada. Uma expedição de seis semanas descobriu 300 animais a alimentar-se nas baías na Península da Antárctida, segundo um estudo publicado na revista “PLoS ONE”.
“Uma concentração de baleias e de krill [minúsculas criaturas semelhantes a camarões que se alimentam, principalmente, de fitoplancton e que são a base alimentar de inúmeras espécies marinhas] incrivelmente densa como esta nunca foi observada nesta zona e nesta época do ano”, comentou Douglas P. Nowacek, da Universidade de Duke, citado em comunicado desta instituição. Nas águas havia pouco gelo, cobrindo menos de dez por cento da superfície marinha da baía.
Durante a expedição realizada em Maio de 2009, a bordo do navio “Lawrence M. Gould” – nas mãos dos Programas Polares da Fundação americana para a Ciência -, Nowacek e os seus colegas observaram 306 baleias-de-bossa – correspondendo a 5,1 baleias por quilómetro quadrado, a maior densidade alguma vez registada – na Baía Wilhelmina. Além disso, os investigadores mediram a biomassa de krill em cerca de dois milhões de toneladas. A equipa regressou ao mesmo local em Maio de 2010 e registou números semelhantes.
Estes números realçam os impactos rápidos das alterações climáticas na região. Segundo explicam os investigadores, antes, o gelo cobria grande parte da superfície do mar junto àquela baía em Maio, protegendo o krill e forçando as baleias-de-bossa a migrar para outras regiões à procura de alimento. Mas as rápidas alterações climáticas na região ao longo dos últimos 50 anos reduziram significativamente a área coberta de gelo e atrasaram o seu aparecimento.
“A curto prazo, a falta de gelo no mar é uma boa notícia para as baleias, permitindo-lhes autênticos festins, à medida que o krill se desloca verticalmente para a superfície da baía todas as noites”, comentou Ari S. Friedlaender, um dos dois autores principais do estudo e investigador da Universidade de Duke. “Mas estas são más notícias a longo prazo para ambas as espécies e para tudo o resto no oceano Antárctico que depende do krill”, alertou. Tudo porque o krill não terá tempo para recuperar as suas próprias populações, de época para época, e de assim manter as espécies que dele dependem.
Pinguins, focas, aves marinhas e muitas espécies de baleias dependem do krill< de fonte como proteínas, em rico>