Animais Autóctones

Animais Autóctones

sábado, 11 de dezembro de 2010

Espécie Animal Invasora da Semana

O tecelão-de-cabeça-preta (Ploceus melanocephalus) é uma ave que foi introduzida em Portugal graças aos exemplares comercializados para aves de gaiola. É originária do continente africano e bastante conhecida pela complexidade dos seus ninhos. Em Portugal instalou-se nas zonas húmidas do Sul do país, com destaque para o Algarve, Ribatejo e Estremadura.
O macho é amarelo vivo com a cabeça negra (para a parada nupcial) e a fêmea é parda com um ligeiro tom esverdeado, ambos são do tamanho de pardais (15 cm). É mais fácil de observar entre Abril e Outubro, porque as cores dos machos são mais vistosas para a época de acasalamento. Os ninhos esféricos são construídos pelo macho, que tenta assim atrair o maior número possível de fêmeas. São estas que tratam as crias sozinhas, pondo cerca de dois a três ovos azuis.
É considerada uma espécie invasora porque compete com as aves autóctones por locais de nidificação e por alimentos.

Espécie Animal Traficada da Semana

Arara-Azul (Anodorhynchus hyacinthinus)


Arara-Azul, uma espécie bastante traficada na América do Sul.


Aqui ficam alguns tópicos importantes para um melhor conhecimento desta espécie que integra a lista dos animais mais traficados.

A arara-azul é também conhecida por arara-azul-grande, arara-preta, araraúna e arara hiacinta.
O nome científico é Anodorhynchus hyacinthinus. A etimologia da palavra “anodorhynchus” prende-se com o facto dos indivíduos desta espécie possuírem bico sem dentes e a maxila sem entalhe. Já “hyacinthinus” deve-se à cor deste animal, predominantemente azul.         

Um pouco de Taxonomia…

A arara-azul pertence ao Reino Animalia, ao Filo Chordata, à Classe das Aves, Ordem Psittaciformes, à família Psittacidae e ao género Anodorhynchus.

Status:
Esta é uma espécie ameaçada de extinção, no Brasil (MMA, 2003), listada no Apêndice 1 do CITES (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) e vulnerável de acordo com a IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).


Comportamento:
Na natureza, as araras-azuis podem ser observadas a voar ou a andar pelo chão. Podem também encontrar-se penduradas nos cachos de frutos das palmeiras, pousadas em galhos secos das árvores ou ainda nos mourões de cercas.

São encontradas em bandos de 10 a 30 aves, especialmente nas áreas de alimentação e nos locais para descansar e dormir, como também em pares reprodutivos.
As araras-azuis fazem, frequentemente, o ninho
em troncos ocos de palmeiras.
Quando esses bandos são observados, podemos verificar a alta socialização (interacção) entre os indivíduos. É muito comum ver as araras a vocalizar (parece que conversam umas com as outras), a executar preening (um indivíduo coça ou faz limpeza às penas de outro), a brincar umas com as outras e com os galhos, flores ou com folhas das árvores que estão pousadas. Já na época reprodutiva é possível observar os casais a alimentarem-se e a voarem juntos, geralmente são fiéis ao parceiro e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes. 


Sítios de Nidificação:

Não parecem seleccionar ninhos com características padronizadas, como forma e tamanho das cavidades, orientação das aberturas, etc… mas mostram preferência por árvores que se destacam da vegetação, localizadas nas bordas de cordilheiras e com cavidades mais acessíveis.

As araras azuis são sociáveis pois vivem em família, bandos ou grupos. É difícil encontrá-las sozinhas e em vida livre. São aves conspícuas e que apresentam uma certa fidelidade aos locais de alimentação e de reprodução. Jovens e casais não reprodutivos reúnem-se em espécies de “dormitórios”, que, além de protecção, parecem funcionar como verdadeiros "centros de troca de informações". As araras azuis estão entre as mais inteligentes do grupo das aves.
Relativamente ao comprimento podem medir até 1 m (da ponta do bico à ponta da cauda), sendo as maiores aves no mundo da família Psittacidae. Quanto ao peso, um indivíduo adulto pode chegar até 1,3 kg, porém filhotes podem atingir até 1,7 kg no período de pico de peso.

No que diz respeito à coloração, possuem plumagem na cor azul cobalto, degradê da cabeça para a cauda, sendo preta a parte inferior da penas das asas e cauda. Possuem uma tonalidade amarela intensa ao redor dos olhos (anel perioftálmico), pálpebras e na pele nua em torno da base da mandíbula. O bico é grande, maciço, curvo e preto, formando quase um círculo com a cabeça. A língua espessa e preta chama atenção pela faixa amarela nas laterais.
Distribuição Geográfica:

Antigamente comum em grande parte do Brasil, hoje é encontrada no Pantanal, abrangendo pantanal Boliviano, Paraguaio e Brasileiro, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, bem como no norte do Brasil, nos estados do Amazonas e Pará e na região de “Gerais” que incluem territórios do Maranhão, Bahia, Piauí, Tocantins e Goiás.

Habitat:

Na região do Pantanal, são encontradas em áreas abertas, nas matas que possuem palmeiras, enquanto os seus ninhos estão localizados na borda ou interior de cordilheiras, bem como em áreas de pasto. Na região do Pará, utiliza as florestas húmidas, preferindo locais de várzeas ricas em palmeiras. Nas regiões secas, é comum encontrá-las em áreas sazonalmente áridas, preferindo os vales dos paredões rochosos, nesta região faz ninhos em troncos ocos de palmeiras.

Alimentação: 

Araras-azuis são um dos psitacídeos mais especializados na alimentação constituída basicamente de sementes de palmeiras, que conseguem quebrar facilmente com a potência do seu bico. Na região pantaneira, alimentam-se de acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata). Na região paraense, de inajá (Maximiliana regia), babaçu (Orbiguya martiana) e tucumã (Astrocaryum sp). Nas regiões secas, preferem licuri ou catolé (Syagrus coronata), piaçava (Attalea funifera), buriti (Mauritia vinifera) e Orbiguya eicherii.
No período de frutificação das bocaiúvas, as araras-azuis são vistas a alimentarem-se directamente dos cachos. 



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vendas para angariar fundos


Estas são as últimas criações, estão a ficar cada vez melhores! A maior parte dos marcadores das fotografias já foram vendidos, e estamos a receber muitas encomendas, mas há sempre tempo para mais alguns!

Decidimos tentar ovelhas e zebras, a partir de agora os pompons serão vendidos com um fio de lã mais longo para o caso de os compradores quererem pendurá-los na árvore de Natal antes de os usarem como marcadores.


Gatos com olhos coloridos foi uma nova aposta!


Espécie Animal Autóctone da Semana

  A cegonha-preta (Ciconia nigra) é uma ave migratória ligeiramente mais pequena que a conhecida cegonha-branca (cerca de um metro de altura por 1,9 metros de envergadura). Possui uma plumagem predominantemente negra com reflexos esverdeados, o ventre branco e o bico e as patas vermelhos (as patas são verdes nos jovens).
  É conhecida pela sua timidez e por se distenciar do Homem. Alimenta-se sobretudo à base de peixe, anfíbios e insectos, caçando também pequenos mamíferos e outras aves pequenas. É útil para a agricultura por funcionar como controladora de pragas.
  Apesar de ser uma ave migratória, muitas das que vivem na Pensínsula Ibérica são residentes. As restantes europeias migram essecialmente para Sul do deserto do Sahara durante o Inverno. As aves da Europa de Leste costumam migrar para a China e Índia. Voa com algumas espécies de abutres que usam as mesmas rotas.
  A época de reprodução é imediatamente após a migração, em Março, mais tarde que as cegonhas-brancas.
Não nidifica em bando e prefere locais isolados como árvores altas ou escarpas pouco acessíveis a alturas entre os quatro e os vinte e cinco metros. Tem vários ninhos por território, que são usados alternadamente e construidos com musgo, papel, terra e ramos. Põe dois a cinco ovos esbranquiçados que são incubados durante trinta a cinco dias. As crias atigem a maturidade entre os 63 e 71 dias.
  A Cegonha-preta é uma ave territorial e cada casal necessita de uma extensa área que poderá ter entre 50 e 150 Km2. Tem preferência por florestas espontâneas de folha caduca e mistas, especialmente povoadas por sobreiros, azinheiras e oliveiras. Necessita da presença de ribeiros, rios, charcos e lagos em abundância (de preferência límpidos), prados e zonas palustres ricos em alimento.
  Em Portugal esta espécie encontra-se no interior, com destaque para as bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana e a Zona do Douro Internacional.
Esta ave encontra-se ameaçada pela destruição do seu habitat e das áreas de reprodução, pela caça ilegal durante a migração, pelas colisões com cabos de alta tensão e pelo envenenamento através de pesticidas que ingere ao alimentar-se de outros seres.
Chegou a extinguir-se na Bélgica, Dinamarca e Suécia. Desde então as populações têm vindo a recuperar lentamente na Europa Central, nomeadamente na França e na Alemanha e também em Espanha. No entanto continuam a diminuir em Portugal, na Lituânia, Croácia, Albânia e Grécia. A população europeia está estimada em 6.500 a 19.000 casais reprodutores, 30 a 50 dos quais vivem em Portugal.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vendas que revertem para apadrinhamento de um animal!


Aqui estão as fotografias de todos os marcadores de livros (os fios são elásticos que se colocam no interior do livro com o animal de fora, ver imagem abaixo), os pompons marcados com papel azul encontram-se já reservados, mas servirão de modelo a outros.
O preço de cada marcador é de 2€ e reverte na totalidade para o apadrinhamento.



Continuamos a aceitar reservas e sugestões para novas criaturas no nosso e-mail: area.esag@gmail.com!



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Espécie traficada da semana


Panda Vermelho



O Panda Vermelho ou Panda Pequeno (Ailurus fulgens) é a segunda variante de pandas mais conhceida do mundo (a primeira é o popular Panda Gigante). Na China, de onde é oriundo, é conhecido como: Pequeno Urso Gato devido as suas características morfológicas que se destinge dos outros ursos e pandas existentes.
Existe duas subespécies: o Panda-vermelho-ocidental que possuí pelagem mais clara na face e o pandas-de-styans que é de maior porte. 
Contudo é um animal de pequeno porte relativamente aos outros pandas porém é lhe atribuído o nome panda por possuir características bastantes semelhantes, como a alimentação, as patas redondas com articulações bastante fortes, o seu temperamento, local de origem, etc.
Dúvidas quanto à sua classificação tem surgido devido as suas semelhanças com guaxinim e gato provadas pela análise do registo fóssil, anatomia, sorologia, comportamento...havendo mesmo cientistas que defendam a criação de um novo grupo taxonómico que se encontre entre a família dos ursos (Ursidae) e a dos guaxinins (Procyonidae).


"Ele não é um urso, nem aparentado ao panda-gigante, não é um guaxinim, e nem uma linhagem de afinidades incertas. Em vez disso, ele é uma linhagem basal da Musteloidea, com uma longa história de independência de seus parentes próximos (Mephitidae, Procyonidae e Mustelidae). Esta longa separação dos outros mustelóideos pode provar o reconhecimento da linhagem do panda-vermelho como uma entidade taxonômica de alto nível distinta (i.e Ailuridae), embora a elevação do táxon Ailuridae não pode ser, por si só, instrutiva da sua precisa posição filogenética aos outros mustelóideos e arctóideos." - Flynn, Nedbal, Dragoo e Honeycutt, 2000




Distribuição geográfica
O Panda Vermelho encontra-se actualmente extinto nas províncias chinesas de Guizhou, Gansu, Shaanxi e Qinghai. Contudo, este ainda habita as oeste do Nepal, sul do Tibete, Sikkim, Assam e Butão, e em montanhas do norte de Mianmar e do sul da China principalmente as zonas de florestas temperadas como as dos Himalaias com temperaturas entre os 10ºC e os 25ºC. O Rio Bramaputra serve como divisão natural entre as duas sub-espécies: panda-gigante e o panda vermelho. 




CaracterísticasO comprimento do panda varia entre os 50 em 64cm, o peso entre os 3 a 6kg.
Possuem a cauda grossa e felpuda, com 12 anéis alternando círculos vermelhos com camurça, uma cabeça redonda, orelhas e focinho pontiagudo.
Tem a particularidade de não possuir dimorfismo sexual (diferenciação entre macho e fêmea), pois tem um tamanho aproximadamente igual assim como a coloração que não diverge.
Tal como o panda-gigante, o panda vermelho possuí um "osso falso" que constituí uma extensão do pulso sendo uma perfeita ajuda para trepar as árvores e conseguir remover as folhas para se alimentar. A dentição é bastante robusta e a mandíbula pequena.

Comportamento
São animais crepusculares e nocturnos onde se encontram mais activos, à noite dormem em ramos de árvores ou tocas. A este junta-se o facto de serem bastante termo-sensíveis e não suportarem temperaturas acima dos 25ºC.
Animais hábeis, que trepam as árvores com grande rapidez. Tem como hábito tomar banho e marcar o território com urina, já que são por norma solitários, ocasionalmente vivem em grupo tendo portanto a necessidade de ter o seu território e de o proteger.
É considerado um animal silencioso, contudo emite certos sinais sonoros como em casos em que ele se sente ameaçado produzindo gorjeios e em caso de aborrecimento assobiando.
Seus principais predadores são o leopardo-das-neves e o Homem. Quando não conseguem mais fugir, correm para cima de zonas altas onde se colocam de pé em prol de intimidar o predador.
Por norma, tem um temperamento dócil, contudo ataca quando se sentem ameaçados.



Alimentação
Tal como o panda-gigante, a alimentação deste baseia-se em bambu que é digerido de forma bastante rápida (2 a 4horas). O seu sistema digestivo é adequado a um carnívoro, porém este é omnívoro, alimenta-se, além de bambu, de bagas, frutos, cogumelos, bolotas, raízes, cogumelos, pequenos insectos, ovos, roedores, etc.
O panda não é capaz de digerir a celulose do bambu, como tal, a sua dieta é extremamente baixa em teor de calorias, tendo este a necessidade de ingerir grandes quantidades de alimento para colmatar a falta de calorias (mais de 1,5 quilogramas de folhas frescas e 4 quilogramas de brotos frescos diariamente).



Reprodução
Os pandas reproduzem-se durante o Inverno, nascendo as crias durante o Verão. Antes do nascimento destas, a fêmea reúne vários restos vegetais e prepara um ninho para acolher as crias. Por cada ninhada existem cerca de 1 a 4crias que nascem todas elas cegas. A mãe estimula as crias assim que nascem (lambe-as) mas é apenas aos 18dias de idade que estas abrem os olhos pela primeira vez. Aos 130dias começam a ingerir alimentos sólidos, até lá a fêmea (que possui 4 mamas) amamenta as crias.
Às 12semanas deixam o ninho, contudo só aos 6/8 meses são desmamentadas.
O macho não costuma ajudar na criação das crias.
Quanto à longevidade destes animais há a destacar que em cativeiro conseguem durar cerca de 17 anos, enquanto que no meio natural cerca de 8/10anos.

 


Conservação
É uma espécie vulnerável à extinção. Em 2001 foram contabilizados entre 16mil e 20mil pandas vermelhos.
As suas principais ameaças são:
-Perda de habitat: deve-se à desflorestação que ocorre devido ao aumento constante das áreas para a agricultura.
-Caça Ilegal: os pandas são bastante vulneráveis ao tráfico animal, pois são de pequeno porte (relativamente ao também popular, panda-gigante). São procurados por particulares que cobiçam manter este animal em casa, por se tratar de um animal belo e dócil, assim como os jardins zoológicos por serem pouco comuns e atraírem a curiosidade de muitas pessoas.
Contudo, a caça é estritamente proibida em todos os países.
-A pelagem: o seu pêlo é bastante amistoso, mas o maior "problema" encontra-se na sua cauda felpuda que é usada pelos chineses no fabrico de chapéus tradicionais que são amuletos de boa sorte nos casamentos da região.
-O gado: desbasta grandes zonas de bambu.



 





Tal como o Panda-Gigante, o Panda Vermelho necessita de ser preservado por todos nós e tratado com o devido respeito, pois apesar de ter um porte parecido com um gato e ser extremamente dócil, não se trata de um animal doméstico, é um animal selvagem e se manterá como tal.





Espécie Animal Invasora da Semana



                                          Gambusis holbrooki



Gambusis holbrooki é uma espécie de peixe de água doce. Pertence à família Poeciliidae. É nativa do este e sul dos Estados Unidos, e cresce até 3,5 cm de comprimento.

Foi introduzida em Portugal e no resto da Europa no séc. XX para controlar os possíveis mosquitos portadores de esporozoítos (célula causadora da malária, estas células parasitas ficam depositadas nas glândulas salivares dos mosquitos, onde estão preparadas para entrar na via sanguínea do humano quando o mosquito picar). O sucesso da gambúsia foi tal que rapidamente se transformou numa praga.

O “peixe-mosquito” passou a ser importado da Carolina do Norte para Itália, em 1921. Contudo, durante a viagem detectou-se uma grande mortalidade de peixes e daí uma escala em Espanha para aclimatação. O que foi feito com sucesso. A aclimatação aconteceu na região de Cáceres e a gambúsia rapidamente se multiplicou, alastrou à bacia do Tejo e daí a todos os rios, lagos, pântanos, lagoas e charcos portugueses. Foi também criada nas lagoas de Mira, tendo sido introduzida em áreas de arrozal e outras onde as larvas do mosquito se desenvolvem.



Espécie invasora, foi transportada para um ecossistema que não era o seu de origem e rapidamente aumentou o seu efectivo populacional visto adaptar-se muito bem a ambientes hostis e condições adversas como sejam temperaturas elevadas e águas pouco oxigenadas.
É muito voraz, tudo o que na prática for possível de ser comido, ela come. É uma espécie canibal, capaz de predar a própria descendência. A sua fome permanente coloca em desequilíbrio os ecossistemas onde se introduz, provocando mesmo o desaparecimento de outros predadores naturais de mosquitos.

A Gambúsia reproduz-se rapidamente, pois atinge a maturidade sexual ao fim de quatro a seis semanas, podendo reproduzir-se quatro vezes num ano. Os ovos são fecundados no ventre materno e as suas crias nascem não completamente desenvolvidas, mas já com alguma autonomia, já conseguindo alimentar-se, nadar e comer larvas.
Não tendo interesse económico, não é capturada pelo homem. E o controlo das populações não é viável porque a sua pequenez e o seu ritmo reprodutivo não permitem a utilização de meios mecânicos para limpar os meios húmidos que habitam.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lançamento do livro "Era Uma Vez um Urso do Gerês"









Dia 1 de Dezembro, pelas 17h, na Fnac de Santa Catarina

 "Era Uma Vez Um Urso do Gerês" conta a história de um dos últimos ursos em Portugal e da extinção do Urso Pardo no nosso país.

Baseado em dados científicos, efusivamente ilustrado e dirigido a todas as idades, este livro, ao ser adquirido, reverte os seus lucros para o Fundo Quercus de Conservação da Natureza. Desta forma estará a ajudar a garantir a preservação de muitas espécies, contribuindo para a conservação dos seus habitats.

Uma edição Quercus para as Comemorações dos 25 anos Quercus e para o Ano Internacional da Biodiversidade.
Autoria de Cláudia Silva e ilustrações de Nicolau Fernandes.

Esperamos por si!


   
--------------------------------------
Quercus - Núcleo Regional do Porto
R. João Maia, 5404475-643 Avioso (Sta. Maria) Maia
Tel: 222 011 065 - Tlm: 931 620 212


porto@quercus.pt http://porto.quercus.pt

Apadrinhamento de um animal!


Um dos objectivos do nosso projecto é apadrinharmos um animal como forma apoiarmos a preservação da fauna. Deste modo estamos a dedicarmo-nos ao artesanato com motivos de animais. Vamos publicar fotografias do nosso trabalho: pisa-papéis com pedras, marcadores de livros com pompons e cartolina, molas decoradas e pregadeiras (excelentes prendas para o Natal).



Aceitamos reservas por e-mail! Contactem-nos através de area.esag@gmail.com!

domingo, 28 de novembro de 2010

Espécie Animal Autóctone da Semana

Morcego-de-ferradura-mediterrânico
(Rhinolophus euryale)

Taxonomia: Família: Rhinolophidae, Espécie: Rhinolophus euryale (Blasius, 1853) 
Espécie sedentária, permanece frequentemente no mesmo abrigo ao longo de todo o ano.
Distribuiçao: Em Portugal é mais raro no Sul que no Centro e Norte, não tendo ainda sido encontrado no Algarve
População:A população nacional desta espécie deve situar-se abaixo de um milhar de indivíduos. Tanto durante a época de criação como na de hibernação, estão agrupados em menos de uma dezena de colónias, tendo as maiores poucas centenas de indivíduos. De forma geral, as populações europeias desta espécie têm regredido substancialmente, tendo desaparecido de vastas regiões. Em Portugal também parece estar a regredir.

Requisitos ecológicos: 
Habitat: Espécie predominantemente cavernícola, tanto para criação como para hibernação. No Sul do país parece ocupar quase exclusivamente grutas e minas de dimensões relativamente grandes, em todas as épocas do ano; no Norte foram encontrados alguns grupos em edifícios.
Alimentação: Os habitats de alimentação desta espécie não são bem conhecidos. Apesar de pouco conclusivo, um estudo realizado recentemente em  Itália sugere que esta espécie utiliza para se alimentar predominantemente áreas de floresta de folhosas e galerias ripícolas. Captura predominantemente borboletas nocturnas, tipulídeos e escaravelhos.
Reprodução:  As fêmeas atingem a maturidade sexual  por volta dos dois anos de idade. Nascimentos em Junho (uma cria por fêmea). Tal como outras espécies de morcegos, é considerada frágil: por um lado, tem uma reduzida capacidade de recuperação (conferida por uma tardia maturidade sexual  e uma baixa taxa de reprodução); por outro, o seu carácter colonial, sobretudo durante a época de criação (forma colónias com centenas de indivíduos) torna-a sensível a problemas que possam ocorrer nos poucos abrigos que ocupa.

Ameaças:
A destruição e perturbação dos abrigos é o principal factor de ameaça para esta espécie.  A perda de abrigos pode ocorrer através do bloqueio das entradas de minas ou grutas por vegetação, derrocadas ou colocação de gradeamentos inadequados. A perturbação dos abrigos é particularmente grave em períodos críticos como a criação e hibernação.
 A destruição de florestas de folhosas autóctones bem desenvolvidas resulta na redução das áreas de alimentação disponíveis provocando a redução dos efectivos por alteração da composição da comunidade de insectos, base da dieta desta espécie.
 A poluição resultante da intensificação da utilização de produtos químicos na agricultura, pecuária e silvicultura,  nomeadamente  pesticidas e fertilizantes, pode provocar a redução da comunidade de insectos, diminuindo os recursos tróficos, e o envenenamento de adultos e juvenis. A acumulação de compostos tóxicos nas fêmeas torna-se particularmente grave no período de gestação e amamentação das crias, comprometendo a taxa de sobrevivência destas.
O atropelamento pode ser um factor de mortalidade significativo para esta espécie, dado tratar-se de uma espécie de voo baixo, efectuado muito próximo do solo. Pela mesma razão, a utilização de vedações rematadas no topo com arame farpado pode ser responsável pela mortalidade de indivíduos desta espécie.  
A má imagem dos morcegos pelo Homem, associada a mitos e superstições, promoveu a perseguição directa a este grupo.
 
Objectivos de Conservação:
 Aumentar os efectivos populacionais
Manter a área de ocupação actual
Recuperar o habitat: 
o  Assegurar habitat de alimentação
o  Assegurar habitat de reprodução
o  Assegurar habitat de abrigo

Outra informação relevante:
Os abrigos mais importantes para  a espécie são: Miranda do Douro,  Ribeira de Pena, Tomar I, Ourém, Alcanena I, Marvão I, Óbidos, Cadaval (irregular), Grândola I, Moura I Torre de Moncorvo

Classificação
CRITICAMENTE EM PERIGO Fundamentação: A espécie tem uma área de ocupação reduzida (inferio km2) e fragmentação elevada; admite-se um declínio continuado da área de ocupação, da qualidade do habitat, do número de subpopulações e do numero de indivíduos maduros.