Animais Autóctones

Animais Autóctones

terça-feira, 31 de maio de 2011

O lugar deles não é numa jaula

Todos podemos ter animais de estimação, mas nem todos os animais podem ser de estimação.
A lei portuguesa proíbe que espécies autóctones como pardais, andorinhas, pintassilgos, roxinóis, aves de rapina, lobos, raposas, entre outros, possam ser mantidos em cativeiro porque o seu lugar é na Natureza, como parte da fauna do nosso país.


Existem animais exóticos que podem servir como animais de estimação mas SÓ se a espécie em causa não estiver contemplada no CITES como espécie em perigo ou que não é permitido comercializar e se o dono possuir todos os documentos em ordem (no caso português os documentos devem ser tratados com o ICNB).

INFORME-SE

O TRÁFICO DE ANIMAIS É O 3º NEGÓCIO ILÍCITO MAIS LUCRATIVO A SEGUIR AO TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS.

PÕE EM PERIGO AS ESPÉCIES E A BIODIVERSIDADE.

NÃO FAÇA PARTE DISTO.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Peixe panqueca entre as dez espécies mais singulares descobertas em 2010

24.05.2011
Helena Geraldes



Um peixe cuja forma faz lembrar uma panqueca, cogumelos bioluminescentes, uma aranha que tece das maiores teias do mundo e um lagarto que pode medir dois metros estão na lista das dez espécies descritas para a Ciência em 2010, nomeada por um comité de peritos internacionais.
Esta espécie de peixe Halieutichthys intermedius foi descoberta pouco tempo antes da maré negra do Golfo do México, em 2010, e “toda a sua área de distribuição se limita à região afectada pela maré negra”, explica o Instituto Internacional para a Exploração das Espécies, da Universidade do Arizona. Todos os anos, este instituto divulga a lista das dez espécies mais singulares ou que representem a diversidade biológica que foram descritas no ano transacto.
A aranha Caerostris darwini, que também faz parte da lista, vive em Madagáscar e constrói das maiores teias conhecidas até agora. Uma delas media mais de 30 metros.
Os 14 especialistas seleccionaram ainda o lagarto Varanus bitatawa, encontrado nas florestas das Filipinas. Esta espécie “pode medir mais de dois metros e pesar dez quilos”, salienta a universidade. “É impressionante pensar que um animal deste tamanho tenha passado desapercebido aos biólogos que estudaram aquela área, possivelmente porque passa a maior parte do tempo nas árvores”, acrescenta.
Fazem ainda parte da lista os cogumelos bioluminescentes Mycena luxaeterna (Brasil), as bactérias Halomonas titanicae (sem informação sobre a localização), o grilo polinizador Glomeremus orchidophilus (Ilha Reunião, no Oceano Índico), o mamífero Philantomba walteri (Benim), a sanguessuga Tyrannobdella rex (Peru), o cogumelo aquático Psathyrella aquática (Estados Unidos) e a barata Saltoblattella montistabularis (África do Sul).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projecto português para conservar lince-ibérico considerado um dos melhores da Europa

24.05.2011
Helena Geraldes

O projecto da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) que, ao longo de três anos, recuperou o habitat do lince-ibérico no Alentejo, foi esta semana distinguido como um dos seis melhores projectos europeus de conservação de um total de 59.
O projecto LIFE na região de Moura/Barrancos recuperou 16 hectares de área ardida e quatro quilómetros de vegetação ribeirinha, bem como 15 pequenas charcas para a fauna silvestre. Para recuperar as populações de coelho-bravo, a principal presa do lince-ibérico, foram criados 60 hectares de pastagens de leguminosas e gramíneas, cem abrigos artificiais de reprodução, 120 comedouros e 72 bebedouros.
Mas, para Eduardo Santos, um dos responsáveis pelo projecto (que decorreu de Outubro de 2006 a Dezembro de 2009), o melhor resultado foi a metodologia de parcerias com cerca de dez proprietários e gestores, numa superfície total de cerca de 7700 hectares. “Penso que pesou bastante o facto de trabalharmos desta forma aberta, com as pessoas, em prol de uma espécie para a qual nem sempre havia muita receptividade”, comentou hoje ao PÚBLICO.

O objectivo geral para a espécie Lynx pardinus, o felino mais ameaçado no planeta, é criar um corredor entre as populações existentes em Espanha e os territórios favoráveis em Portugal onde o lince já existiu. “Os habitats, em grande parte, continuam relativamente bem conservados, nomeadamente os azinhais e sobreirais e os grandes matagais mediterrânicos”, considerou Eduardo Santos, da organização que trabalha na recuperação do habitat da espécie desde 2004. O que ainda está mais longe de conseguir, acrescenta, é a recuperação das populações de coelho-bravo, espécie muito afectada pelas doenças mixomatose e febre hemorrágica viral.
Do trabalho dos últimos anos na conservação do lince-ibérico, Eduardo Santos salienta os progressos na receptividade das populações e a forma como a espécie voltou a estar na ordem do dia, principalmente depois do sucesso dos centros de reprodução em cativeiro em Espanha, desde 2007, e em Silves, em 2009. “Ainda quem nem todos estejam convencidos, a verdade é que estão mais alertados para o assunto”.
Desde 2007, a Comissão Europeia selecciona os melhores projectos LIFE Natureza que terminaram no ano transacto, com critérios como a melhoria no estatuto de conservação de uma espécie ou habitat, os efeitos a curto e a longo prazo e os impactos a nível regional, nacional e internacional. Depois, destes são escolhidos os seis melhores. No ano passado foram concluídos 59 projectos nos vários países, 18 foram distinguidos e destes, ainda foram seleccionados os seis melhores, um dos quais o da LPN.
O projecto LIFE “Recuperação do Habitat do Lince-Ibérico no Sítio Moura/Barrancos” foi co-financiado em 75 por cento pela Comissão Europeia e contou com a parceria da Fauna & Flora International e o Centro de Investigação e Intervenção Social.
A Liga continua no terreno com o novo projecto LIFE “Promoção do Habitat do Lince-Ibérico e do Abutre-Preto no Sudeste de Portugal”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Projecto quer conhecer aves marinhas do Atlântico

25.05.2011
Lusa

Um projecto europeu, que abrange Portugal, está a recolher dados sobre a situação das aves marinhas no Atlântico para elaborar mapas de distribuição e definir áreas protegidas, permitindo avaliar impactos da actividade humana, como pesca ou instalação de unidades de energia.
O objectivo do projecto FAME (Future of the Atlantic Marine Environment - futuro do ambiente marinho atlântico, em português), que decorre até final de 2012, é “identificar as áreas importantes para as aves do mar e promover a sua designação como áreas marinhas protegidas no âmbito da rede Natura 2000”, disse à agência Lusa a coordenadora do programa em Portugal, Joana Andrade.
“Pretendemos também abordar algumas áreas como o impacto de algumas actividades humanas nas populações de aves marinhas, como a pesca e a implementação de energias renováveis marinhas, como a energia das ondas e a eólica off-shore”, especificou a especialista da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea).
Nos primeiros meses do projecto, com a duração de três anos, foram efectuados censos das aves marinhas, tanto em embarcações, como na costa e através de observação aérea. Joana Andrade deu os exemplos da monitorização das colónias reprodutoras do arquipélago das Berlengas e o seguimento de aves através da colocação de aparelhos electrónicos, sobretudo com cagarras, estando marcadas 95 aves.
Já nos censos marinhos, foram recolhidos dados ao longo de cerca de 12 mil quilómetros da costa continental, e nos censos costeiros realizaram-se contagens todos os meses em cerca de 13 pontos.
No trabalho com as pescas foram efectuados 150 inquéritos a pescadores, em 12 dos principais portos do país para “tentar avaliar qual o possível impacto das capturas acidentais em algumas espécies de aves marinhas e para tentar relacionar isso com o tipo de arte utilizada”, como redes de emalhar, palangre e cerco, referiu Joana Andrade. São igualmente realizadas monitorizações a bordo de barcos de pesca, com observadores que acompanham os pescadores e analisam as interacções com as aves.
No segundo semestre, será desenhado um mapa de risco para a biodiversidade assinalando quais as áreas com maior valor em termos de biodiversidade, por existirem espécies mais ameaçadas, e cruzar essa informação com as áreas que têm potencial para a instalação de unidades de energia das ondas e eólica off-shore, para saber as zonas a evitar.
Se a energia eólica e de aproveitamento das ondas avançarem sem ter em conta algumas normas “poderá ter consequências muito graves para a fauna marinha”, salientou a coordenadora nacional do FAME.
Irlanda, Reino Unido, França, Espanha e Portugal são os países que se juntaram no FAME. Em Portugal, além da Spea, representante da BIRD LIFE neste projecto, a parceria envolve a Universidade do Minho, com experiência na área das pescas, o Centro da Energia das Ondas, relacionado com as energias marinhas, a Sociedade Portuguesa para a Vida Selvagem e a Martifer.

terça-feira, 24 de maio de 2011

“S.O.S. Rio Leça - vamos despoluir!”

Actividade: Acção de despoluição do Rio Leça.
Data: 28 de Maio
Horário: Das 10:00hs as 12:00hs
Local de encontro: Em frente a estação de Metro do ISMAI
Obs: o material para a limpeza será disponibilizado pela CM Maia.

 E que tal reunir os amigos num belo dia de sol, fazer uma actividade diferente e ao mesmo tempo ajudar a natureza? Pois é, temos uma grande oportunidade para ti. Iremos fazer uma operação de despoluição do Rio Leça e precisamos da tua ajuda. Não importa a idade que tens, apenas queremos que venhas com espírito de ajuda. A preservação deste importante rio é fundamental para a manutenção da qualidade de vida das pessoas que vivem próximo deste curso de água bem como para todo o ecossistema à volta dele, e por isso necessitamos de arregaçar as mangas e começar a agir. Não podemos ficar sempre a espera que os outros façam o que podemos fazer. O exercício da cidadania passa por todos nós e este evento é uma oportunidade para demonstramos isto. É hora de fazer a diferença e cuidar do que é nosso agora para que no futuro todos possam desfrutar do bem mais precioso que temos – a natureza!
Então, não fiques sentado no sofá e vem contribuir connosco nesta tarefa divertida. Vais ver que vais gostar e ainda podes conhecer pessoas muito interessantes e partilhar gostos em comum.
Junta-te a nós nesta grande aventura!
Envia o teu nome e contacto telefónico para porto@quercus.pt

Contamos contigo!

Uma iniciativa da Quercus do Porto

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Casal de Corujas Das Torres Selvagem

  Já foi publicada uma ficha informativa realtiva à coruja-das-torres (Tyto alba), que podem visitar no nosso habitat. Aqui estão algumas fotos de um casal de corujas do concelho da Figueira da Foz:






Um casal de Tyto alba pode caçar até 25 000 ratos por ano, sendo por isso uma ajuda valiosa para a agricultura.

sábado, 21 de maio de 2011

20 000 VISITAS

O blog do grupo atingiu as 20 000 visitas às 22h37 de 21 de Maio de 2011, em apenas 8 meses!

O nosso agradecimento a todos os nossos estimados leitores!


Charco com vida

   Construir um lago no jardim atrai a biodiversidade da região, especialmente nos períodos mais secos. O lago também aumenta a humidade do quintal e ajuda a diminuir a temperatura.

  Por causa disto existe uma iniciatia chamada Charcos com Vida, que podem visitar no seu habitat e que possui informações sobre os seres vivos autóctones e invasores dos lagos de Portugal e ensina ainda a construir o seu próprio charco. Podem também visitar os lagos mais próximos através do google maps.

   O charco do filme ainda é recente (foi construído durante a interrupção lectiva da páscoa), possui algumas plantas aquáticas como nenúfares, agriões e outras da região e uma população de cinco rãs-verdes (Rana perezi) cujos géneros ainda estamos a catalogar. As rãs-verdes establecem uma hierarquia por meio de vocalizações. A água do charco foi recolhida em valas cheias de vida de terrenos próximos e com ela vieram insectos aquáticos que contribuem para a cadeia alimetar ficar completa.

   Na noite de Sexta-feira, dia 20 de Maio, uma rela arborícula europeia macho (Hyla arborea) visitou o charco para atrair fêmeas comprovando a eficácia do seu saco vocal.

Dia Internacional da Biodiversidade no Parque de São Pedro de Avioso

O Quê? Visita guiada

Quando? 22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade

Onde? Parque de São Pedro de Avioso – Maia

Aproveite para comemorar connosco o Dia Internacional da Biodiversidade com uma visita guiada ao Parque do Avioso – Maia.


Será no próximo dia 22 de Maio, pelas 10:00hs, um evento inteiramente gratuito e inserido no projecto “Maia+Sustentável”.


Como guia desta “aventura” contaremos com o Eng. Jael Palhas, membro do Projecto Charcos Com Vida (

O número de participantes é limitado, e para inscrever-se basta ir a
www.maiamaissustentavel.org ou enviar uma mensagem com o nome para: 931 620 212.

Venha daí à descoberta da “Biodiversidade à Nossa Volta”.
Contamos consigo!

Contactos:
Célia Vilas Boas
931620212

 
  


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http://porto.quercus.pt

Pode visitar este grupo e gerir a sua participação em
http://groups.google.pt/group/quercusportoinfo?hl=pt-PT
www.charcoscomvida.org) que nos dará a conhecer um pouco do projecto desenvolvido pela entidade que representa, e também mostrar a riqueza da fauna e flora existentes no parque.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

População desconhecida de tigres descoberta na Tailândia

17.05.2011
PÚBLICO
 
  Uma nova população de pelo menos oito tigres indochineses, descoberta no parque nacional de Thap Lan, na Tailândia, está a fascinar os especialistas em conservação. A revelação coloca a Tailândia à frente da China em números de exemplares deste felino ameaçado.
Durante dois anos os responsáveis do parque de Thap lan, em colaboração com especialistas em conservação, analisaram imagens de câmaras colocadas em locais remotos do parque.

  E descobriram que, apesar de se pensar que não existia já nenhum exemplar selvagem naquele território, existem pelo menos oito exemplares captados pelas câmaras que detectam o movimento e o calor.

  Segundo conta o diário britânico Guardian, as câmaras usadas terão sido destruídas por elefantes enfurecidos, ou minadas por formigas desesperadas para fazer ninho. Mas os cartões de memória revelaram agora esta surpresa agradável. Assim como outra preocupante: o grupo não está livre do assédio de caçadores furtivos que conseguem penetrar no parque, um paraíso de biodiversidade, protegido das ofensivas do desenvolvimento humano.

  Segundo especialistas, este grupo de tigres indochineses ou tigres de Corbett Panthera tigris corbetti) agora identificado - e classificados com o estatuto de ameçados - faz a Tailândia subir no ranking de número de exemplares, fazendo com que o país reúna agora mais exemplares do que a China.

  Uma população de oito exemplares não chega para dar o futuro da espécie como sustentável. Mas Taywin Meesat, responsável pelo parque disse ao Guardian que ainda falta averiguar o que se passa em mais de metade do parque. “Isto já está para lá das nossas expectativas. Mas dados estes resultados podemos afirmar que podem aqui existir 20 a 50 tigres”, vaticina.