Animais Autóctones

Animais Autóctones

sábado, 15 de janeiro de 2011

Espécie Animal Invasora da Semana

Tritão-de-Crista-Italiano
Triturus carnifex



As fêmeas desta espécie são maiores do que os machos (180mm e 150mm de comprimento total respectivamente), e podem apresentam uma linha amarela ao longo da coluna vertebral. Ambos os géneros têm o ventre amarelo ou amarelo-alaranjado com pintas negras. Durante a época de acasalamento os machos desenvolvem uma crista dorsal que dá nome à espécie.

Triturus carnifex é originára da Itália, apesar de também poder ser encontrada no Sul de França e Balcãs Ocidentais. Pensa-se que foi introduzida no Reino Unido e em Portugal através do tráfico de animais, sendo considerada uma espécie invasora nestes países.

Habita uma grande variedade de habitats como florestas de faias, regiões secas do Mediterrâneo em altitudes de até 2140 metros. Prefere águas calmas ou de fluxo lento que são mais indicadas para a sua reprodução, mas pode recorrer a piscinas, lagos de jardim e até arrozais o que faz com que prolifere em ambiente antrópico.

O tritão-de-crista-italiano é principalmente nocturno e, como todos dos anfíbios de cauda, parte aquático, gastando em média 4 meses por ano em água, principalmente na Primavera. É nesta altura que se reproduzem: o macho nada em frente à fêmea, arqueando o dorso, se a fêmea tocar a sua cauda com a cabeça, o macho liberta o espermetóforo, cada fêmea coloca até 250 ovos, um por um. Esta espécie possui uma mutação no cromossoma 1 que provoca a mortalidade de 50% dos indivíduos durante o deselvolvimento do ovo.

Os adultos alimentam-se, durante a fase terrestre, de invertebrados terrestres como minhocas, insectos e molusculos, Na fase aquática podem comer larvas de anfíbios, incluindo da sua própria espécie e invertebrados aquáticos. As larvas alimentam-se de insectos aquáticos. Os tritões adultos produzem, como todos os membros da família Salamandridae, secreções tóxicas pela pele, no entanto têm uma grande variedade de predadores imunes ao veneno como diversas aves aquáticas, cobras e peixes. Podem viver até 10 anos, atingindo a maturidade sexual entre os 3 e os 4 anos.

Podem hibernar em terra ou na água, tornando-se mais escuros na fase terrestre.


Larva de tritão-de-crista-italiano, notam-se bem as brânquias externas.


Espécie Animal Autóctone da Semana

Peixe-Rei

(Atherina presbyter)



Indivíduos de um cardume de Atherina presbyter.
As fêmeas desta espécie podem desovar
cerca de 16.000 óvulos.
O peixe-rei é um representante da família Atherinopsidae e, em algumas regiões, é vulgarmente designado por "bicudo", "pica", "piarda", "guelro" ou "ligueirão".

Os aterinídeos são pequenos peixes marinhos da mesma ordem das tainhas, com poucas espécies de água doce. Apresentam uma faixa prateada de lado, às vezes sobreposta a um tegumento preto. A espécie de peixe-rei de água doce mais comum é a Odonthestes bonariensis.

Estes, são peixes de pequeno porte, crescendo no máximo entre 32 a 35 centímetros de comprimento, quando adultos. Normalmente, medem apenas 10 centímetros.

O peixe-rei possui corpo comprido e alongado, fusiforme, estreito, comprimido e subcilíndrico, o que faz lembrar uma quilha.

O corpo é revestido por escamas muito finas, o que o torna um pouco transparente, principalmente na região abdominal.

A coloração apresenta tonalidades azuladas, amarelas e esverdeadas, tendo o dorso castanho-azulado com uma larga faixa e uma margem azul escura ao longo do corpo, que se inicia logo atrás das nadadeiras peitorais e se estende até à cauda e ao ventre prateado, podendo considerar-se que o peixe-rei é muito vistoso.

Os olhos são medianos e a boca é pequena, possuindo mandíbula superior não expansível, com várias séries de diminutos dentes cónicos.

A cabeça é recta com o perfil alto, afilada, côncava dorsalmente e com focinho pontudo.

As nadadeiras peitorais são longas, falcadas (em forma de foice) e oblíquas, medindo uma vez e meia o tamanho da cabeça. A nadadeira anal não é falcada, tem um espinho e é muito elevada. A caudal é furcada e apresenta, aproximadamente, vinte raios além do lóbulo inferior, um pouco maior que o superior. A nadadeira dorsal apresenta seis espinhos além de possuir duas nadadeiras dorsais bem separadas.

Alimenta-se principalmente de plâncton em suspensão na água, além de moluscos, microcrustáceos, insectos, pequenos peixes e algas.

Quanto à reprodução, esta inicia-se em Junho, com maior incidência em Outubro e estende-se até ao mês de Janeiro. As fêmeas podem desovar cerca de 16.000 óvulos. Dependendo da temperatura o desenvolvimento embrionário pode demorar de 10 a 14 dias.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Espécie Animal Autóctone da Semana

Leirão ou Rato dos Pomares
Eliomys quercinus




O Leirão é um mamífero roedor distribuído um pouco por toda a Europa Ocidental e também do leste.

Habita zonas de vegetação escassa e zonas de floresta com pinhais, montados, carvalhais e matagais mediterrânicos. Como qualquer roedor que se prese, o Leirão cohabita com o ser humano nas habitações e destrói pomares, hortas, jardins, etc... 
Quanto ao comprimento o Leirão varia entre os 10 e os 15cm, mais a cauda que possuí geralmente cerca de 10cm. O peso encontra-se entre os  60 e 140g.

Para distinguir o Leirão do Rato Comum usa-se as características da pelagem que é maioritariamente castanha e cinzenta, por baixo branca e à volta do olho é preto. 


É um animal nocturno, dormindo de dia em pequenos ninhos das árvores. Durante a sua actividade nocturna eles procuram alimento como: gafanhotos, besouros, caracóis, pequenos ratos, frutas e aranhas, tendo portanto uma alimentação omnívoro.

O período de acasalamento é entre Abril a Junho. Para a fêmea mostrar que está pronta a acasalar, reproduz um grito eleado para captar a atenção do macho. O período de gestação é de 23 dias, nascendo em ninhadas de 3 a 7 filhotes que nascem sem pelos e cegos. Aos 18 dias abrem os olhos e apenas aos 2 meses de idade se tornam independentes mas não atingem a maturidade sexual.
Tem uma expectativa de vida de cerca 5 anos.





Em Portugal, a informação quanto à população é bastante escassa, já que a presença da espécie está cada vez mais diminuta e devido às suas actividades nocturnas é difícil a realização de estudos. Apesar de se encontrar a sua presença por todo o país, os relatos da sua presença no Centro e Sul do país são bastante raros.

Existindo por todas as zonas do mediterrâneo, em Portugal necessita de ser protegido e não ser tratado como um rato comum.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Espécie Animal Invasora da Semana

Tartaruga de Orelhas-Vermelhas (Trachemys scripta elegans)

 A característica mais marcante é a presença de manchas laterais vermelhas na cabeça . Possui casco achatado, próprio para a natação e patas adaptadas para nadar, com pequenas membranas entre os dedos. 


São originárias de regiões pantanosas do sul dos Estados Unidos e são importadas directamente de lá. Devido à sua grande capacidade de reprodução e adaptação a novos ambientes, em alguns países como na Austrália, Califórnia, Canadá, França, Suécia e África do Sul, a importação também está suspensa, pois os animais acabam por fugir do cativeiro ou então são soltas por proprietários que já não as querem,  fazendo com que ocorra competição com os animais de ambientes semelhantes aos dela e causando desequilíbrios ambientais.
São animais de sangue frio, isto é , a temperatura do seu sangue varia de acordo com a temperatura do ambiente. Respiram unicamente através de pulmões, logo não podem permanecer muito tempo debaixo de água. Possuem visão e audição muito apurada, podendo aperceber-se da presença de pessoas a muitos metros de distância. Apresentam bico, como as aves.
São consideradas autênticas sobreviventes da pré-história, já que se retornamos 200 milhões de anos no tempo, pouca diferença será encontrada entre as tartarugas pré-históricas e as tartarugas actuais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aprender a recuperar Animais Silvestres


Gouveia e Seia
De 18 a 20 Fevereiro


"A associação Aldeia agendou para 18, 19 e 20 de Fevereiro, em Gouveia e Seia, a realização de um workshop prático sobre recuperação de animais silvestres. O evento é justificado com o crescimento do interesse por esta actividade registado nos últimos tempos em Portugal. www.aldeia.org"


in Jornal de Notícias 4/Jan/2011


domingo, 9 de janeiro de 2011

Quercus lamenta abate de árvores em antigos jardins da Prelada

O Núcleo Regional do Porto da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, vem por este meio manifestar a sua posição em relação ao processo de abate e replantação de árvores em jardins da Prelada, autorizados pela Câmara Municipal do Porto, acto foi iniciado a 04 de Janeiro de 2011, dado estar em causa o interesse público e ambiental.
Segundo uma notícia no Jornal Público Online (05/01/2011), os jardins públicos contíguos à Urbanização Nova da Prelada, na Rua Professor Carlos Lima,  foram vendidos “para permitir a construção de um estacionamento com 143 lugares que servirá um futuro supermercado Pingo Doce”. A devastação dos jardins foi iniciada no passado dia 04 de Janeiro de 2011, tendo já sido abatidas, segundo os moradores, 12 árvores, entre as quais choupos, bétulas e um plátano.
O Núcleo do Porto da Quercus lamenta profundamente a decisão da Câmara do Porto, essencialmente por 3 motivos: pelo abate das árvores, terminando assim todos os serviços vitais que elas prestavam, pela mudança de uso do solo e sua impermeabilização e pela passagem do terreno a privados. Mais uma vez se verifica que o automóvel tem prioridade sobre a qualidade de vida do cidadão.
Para além de, aparentemente, a população local não ter sido consultada, questiona-se a existência de um adequado planeamento dos espaços verdes numa cidade já tão poluída, como é o Porto.
Lamenta-se que o efeito regulador destes espaços verdes e destas árvores no ambiente urbano, a sua permeabilidade e consequente regulação das águas da chuva, a sua capacidade para absorver os impactes da circulação rodoviária (ruído e poeiras, p. ex.) e ainda o seu efeito cénico e estético, não sejam contabilizados e tenham vindo a ser sucessiva e levianamente eliminados.
O Núcleo do Porto da Quercus considera ainda que é urgente melhorar as práticas de gestão das árvores no espaço público, já que o abate de uma árvore, deve ser sempre o último recurso. E se tal for inevitável, deve ser efectuada a sua substituição no local e implementadas medidas de compensação adequadas, além de que seria essencial consultar ou pelo menos informar a população local. É este perfil de actuação que se espera de qualquer entidade com competências de conservação do património arbóreo público.

Nota: Grupo Anti-Arboricida da Quercus - Porto
Preocupado com as crescentes denúncias de abates de árvores e redução de espaços verdes na região do Porto e reconhecendo a sua importância nos meios urbanos, o Núcleo do Porto da Quercus criou um grupo de trabalho intitulado Anti-Arboricida (
www.arvoresnacidade.pt.vu) constituído por voluntários estão já a trabalhar activamente na prevenção dos abates indiscriminados, sendo este o seu primeiro comunicado.

                Porto, 7 de Dezembro de 2010

                A Direcção do Núcleo Regional do Porto da
                Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Ricardo Marques
Presidente do Núcleo   
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Quercus - Núcleo Regional do Porto
R. João Maia, 540
4475-643 Avioso (Sta. Maria) Maia
Tel: 222 011 065 - Tlm: 931 620 212
porto@quercus.pt http://porto.quercus.pt

País - Legislação incapaz de evitar abate de espécies protegidas - RTP Noticias, Vídeo

País - Legislação incapaz de evitar abate de espécies protegidas - RTP Noticias, Vídeo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Espécie Animal Traficada da Semana

Rã-Tomatede-Madagáscar
(Dyscophus antongilii)

  Esta é uma espécie endémica da ilha de Madagáscar, ao largo do continente africano, e é conhecida pelo seu hábito de se inflar quando se sente em perigo, de forma a aparentar ser maior do que é na realidade e assim afastar os potenciais predadores.

  Actualmente as rãs-tomate encontram-se ameçadas devido à perda de habitat, mas o tráfico de que são vítimas também contribui para diminuir o seu número em ambiente selvagem.

  Vivem nas terras baixas e húmidas da ilha (não mais que 200m de altitude) e preferem a zona rural. Comunicam por vocalizações e se incomodadas podem produzir uma substância branca que causa irritação em contacto com a pele humana.

  As fêmeas são maiores do que os machos (8-10cm e 6-7cm respectivamente), e apenas as fêmeas maiores exibem o característico vermelho vivo que dá nome à espécie. Os machos (alaranjados) competem pelo direito de fecundar os ovos (entre 1000 a 1500) que a fêmea deposita numa massa gelatinosa flutuante. Os ovos chocam após cerca de 36 horas, tendo os girinos 5mm. Quarenta e cinco dias depois já terão realizado a metamorfose. Os juvenis são amarelos e pretos e atingem a maturidade sexual por volta do primeiro ano de idade. Podem viver até aos 10 anos.

  Para se alimentarem optam pela emboscada: colocam-se numa posição estratégica e comem qualquer insecto que passe por elas.

  Apesar de, depois das chuvas, os machos se colocarem em charcos coaxando para atrair as fêmeas a acasalar, esta espécie não é uma boa nadadora, o que leva os jardins zoológicos a tomarem medidas especiais para evitar que se afoguem nos seus terrários.

  Esta espécie encontra-se mencionada na CITES, não podendo ser comercializada.